Zelensky condecora primeiro-ministro britânico cessante por apoio a Kyiv

Starmer foi condecorado "pela sua excecional contribuição pessoal para o reforço da cooperação entre os Estados, o apoio à soberania e integridade territorial da Ucrânia e a sua significativa contribuição para a promoção do Estado ucraniano no mundo", segundo um decreto lido numa conferência de imprensa conjunta realizada pelos dois líderes em Kyiv.

"O Reino Unido esteve sempre ao lado da Ucrânia e continua a estar, e atribuímos-lhe imensa importância", disse o líder ucraniano na mesma conferência de imprensa.

Starmer está hoje em Kyiv para assegurar à Ucrânia o seu "apoio inabalável" na guerra contra a Rússia, antes de deixar Downing Street e passar o comando governativo do Reino Unido ao também trabalhista Andy Burnham na próxima segunda-feira.

A visita do ainda primeiro-ministro britânico acontece poucas horas depois de um novo ataque com mísseis russos à capital ucraniana, que matou duas pessoas.

"Estou muito orgulhoso do contributo do Reino Unido", que "mobilizou outros países para a causa" da Ucrânia, graças em particular à Coligação da boa vontade sobre a Ucrânia, afirmou Starmer, citado num comunicado divulgado por Downing Street.

"Este trabalho vai continuar e o nosso apoio inabalável à Ucrânia vai perdurar para sempre", acrescentou.

Andy Burnham, antigo presidente da Câmara de Manchester e figura política popular no Reino Unido, deverá assumir a liderança do Partido Trabalhista na sexta-feira, antes de se tornar primeiro-ministro na segunda-feira.

Burnham será o quinto líder britânico a assumir o cargo desde a invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

O primeiro-ministro cessante do Reino Unido, juntamente com o Presidente francês, Emmanuel Macron, liderou a Coligação da boa vontade sobre a Ucrânia, que reúne países que prestam apoio diplomático e militar à Ucrânia e estão dispostos a fornecer garantias de segurança a Kyiv para impedir uma nova agressão russa após o fim do atual conflito.

Londres e Bruxelas acordaram na segunda-feira que o Reino Unido contribuirá para o empréstimo de 90 mil milhões de euros da União Europeia à Ucrânia, o que permitirá à indústria de defesa britânica fornecer mais armas a Kyiv.

A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.

Os aliados de Kyiv também têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.

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