Após atingir o norte de Taiwan e as ilhas meridionais isoladas do Japão, o tufão Bavi chegou à província chinesa de Zhejiang cerca das 23h20 locais (16h20 em Lisboa), informou a agência noticiosa Xinhua, citando o observatório meteorológico local, tendo sido retiradas mais de 1,7 milhões de pessoas por precaução.
O tufão atingiu primeiro a cidade de Yuhuan e deverá seguir para noroeste, perdendo gradualmente intensidade, acrescentou a Xinhua, sem registo, para já, de vítimas ou danos materiais.
Mais de 400 voos e dezenas de ligações ferroviárias foram cancelados.
Mais de 130 mil pessoas saíram também de Fujian, bem como 34 mil nas zonas costeiras e de maior risco de Xangai, segundo a imprensa estatal.
A norte, chuvas intensas levaram Pequim a retirar do local mais de 100 mil pessoas, informou o governo da capital, que aumentou a descarga da barragem de Miyun para fazer face ao risco de cheias.
O tufão Bavi voltou a intensificar-se durante a madrugada, atingindo a categoria de tufão forte, depois de ter passado perto de Taiwan, provocando chuvas intensas e deixando pelo menos 13 feridos e quase 9.000 pessoas retiradas a título preventivo.
A tempestade registava, nessa altura, ventos máximos de força 14, equivalentes a 42 metros por segundo, e avançava para noroeste a uma velocidade entre 30 e 35 quilómetros por hora.
As autoridades chinesas preveem, até domingo, ventos de força 9 a 11, com rajadas de 12 a 13, em zonas do Mar da China Oriental, do Estreito de Taiwan, da Baía de Hangzhou, do arquipélago de Zhoushan e das costas de Zhejiang e do nordeste de Fujian.
O Bavi chega após uma semana de catástrofes naturais na China, marcada pelas chuvas associadas ao tufão Maysak, que causaram pelo menos 39 mortos em Guangxi; um deslizamento de terra em Gansu, com 21 mortos; e tempestades e tornados em Hubei, com onze mortos.
Em Taiwan, a Agência Meteorológica Central informou que o raio de ação do Bavi atingiu o extremo nordeste da ilha por volta da 1h00 hora local de sábado (18h00 de sexta-feira em Lisboa).
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