Em declarações aos jornalistas na Sala Oval, Trump elogiou Al-Zaidi como "um grande líder", antecipando que se manterá no cargo "por muito tempo" e destacando a "tremenda afinidade" entre os dois.
A visita a Washington é a primeira viagem internacional do novo primeiro-ministro iraquiano, empresário sem experiência política prévia, desde que assumiu o cargo, há dois meses.
O encontro acontece depois de os Estados Unidos e o Irão terem terminado o cessar-fogo com reinício de hostilidades e depois de Trump ter anunciado, na segunda-feira, o retomar do bloqueio aos navios iranianos no Golfo Pérsico.
Washington está a pressionar Bagdade para que desarme milícias apoiadas pelo Irão que operam no país e que lançaram ataques contra interesses norte-americanos na região após o início da ofensiva contra a República Islâmica, em 28 de fevereiro.
O Governo iraquiano, liderado pelo primeiro-ministro Al-Zaidi, estabeleceu como data limite para estas milícias entregarem as suas armas ao Estado 30 de setembro, coincidindo com o fim da missão da coligação militar liderada pelos EUA no Iraque contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI).
O primeiro-ministro iraquiano referiu hoje a Trump que as forças de segurança iraquianas são plenamente capazes de proteger as fronteiras do país após 30 de setembro.
Washington e Teerão disputam influência no Iraque desde a invasão liderada pelos EUA que derrubou Saddam Hussein em 2003.
No início deste ano, a Estrutura de Coordenação, uma coligação de partidos xiitas pró-Irão no Parlamento iraquiano, anunciou a sua intenção inicial de apoiar a nomeação do antigo governante Nouri al-Maliki (2006-2014) como primeiro-ministro.
A administração Trump opôs-se à iniciativa, considerando-o muito próximo de Teerão.
Al-Zaidi acabou por assumir o cargo com o apoio de uma maioria parlamentar composta por forças xiitas e curdas, perante crescentes tensões políticas e de segurança no Iraque.
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