Trump e Zelensky reúnem-se na terça-feira em Washington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, vão encontrar-se na próxima terça-feira, 28 de julho, na Casa Branca, em Washington.

A notícia foi avançada pela agência de notícias Reuters, que cita fonte da Casa Branca. 

O anúncio do encontro surge um dia depois de o presidente ucraniano anunciar um acordo de cooperação com a empresa norte-americana Raytheon para o fabrico de mísseis Patriot, na sequência da decisão de Washington de conceder as licenças necessárias ao desenvolvimento do projeto.

Pelo lado da Rússia, na quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros do país, Sergey Lavrov, reuniu-se com secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em Manila, nas Filipinas, na qual foi discutida a guerra na Ucrânia e possíveis formas de colocar fim ao conflito.

Após o encontro, Rubio afirmou que os Estados Unidos estão preparados para ajudar a pôr fim à guerra na Ucrânia, mas que não existe ainda um caminho rápido para um acordo.

"O desafio tem sido encontrar um fim que ambas as partes possam aceitar", disse Rubio, acrescentando que Washington está preparado para desempenhar esse papel caso surja a oportunidade.

Lavrov, após o encontro, evitou responder a perguntas de jornalistas, mas o ministério russo dos Negócios Estrangeiros afirmou que transmitiu a Rubio "a inaceitabilidade de continuar a armar a Ucrânia" e reiterou a disposição de Moscovo para uma solução política e diplomática, em linha com os entendimentos alcançados na cimeira entre Putin e Trump no Alasca em 2025.

Rubio, por seu lado, disse que será necessário encontrar "novas propostas e ideias" aceitáveis para ambos os lados, mantendo o apoio militar norte-americano à Ucrânia através da NATO.

Em paralelo, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reiterou que a sua prioridade é retomar negociações de paz.

As negociações de paz entre Moscovo e Kyiv, com mediação de Washington, estão bloqueadas desde fevereiro, quando os EUA lançaram a sua ofensiva contra o Irão. Desde então, os ucranianos intensificaram ataques contra a retaguarda russa, levando Moscovo a aumentar os bombardeamentos sobre Kyiv e o porto de Odessa, no Mar Negro.

[Notícia atualizada às 14h46]

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