Tio sobre capitã da PM morta em BH: “Era uma pessoa alegre e amável”

Minas Gerais

Michele Leão é velada nesta quarta-feira (22/7); o principal suspeito pela morte da capitã é o sargento Eduardo Abner, marido dela

22/07/2026 11:31

Reprodução/PMMG
capitã Michele PMMG morta pelo marido

Belo Horizonte – “Muito alegre, sempre divertida e amável”. Foi assim que familiares descreveram a capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Michele Leão Azevedo durante o velório realizado nesta quarta-feira (22/7), em Belo Horizonte. O principal suspeito do crime é o marido dela, o 3º sargento da PMMG Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos.

A despedida ocorre das 9h às 15h, na Capela da Funerária Dom Bosco, localizada na Rua Formiga, nº 82, no bairro Lagoinha. O sepultamento está marcado para as 16h, no Cemitério da Paz, na Região Noroeste da capital.

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Sargento leva companheira desacordada

Sargento leva companheira, capitã da PM, desacordada

3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, da PMMG

A capitã chegou morta ao hospital

Capitã da Polícia Militar de MG Michele Leão Azevedo

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Capitã da Polícia Militar de MG Michele Leão Azevedo

PMMG/Reprodução

Sargento leva companheira desacordada

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Sargento leva companheira desacordada

Câmera de segurança/reprodução

Sargento leva companheira, capitã da PM, desacordada

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Sargento leva companheira, capitã da PM, desacordada

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3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, da PMMG

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3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, da PMMG

Reprodução/redes sociais

A capitã chegou morta ao hospital

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A capitã chegou morta ao hospital

Reprodução/PMMG

“Você pode pegar qualquer foto dela, qualquer imagem, qualquer vídeo, principalmente com o filho dela. Ela sempre se doou ao filho. Mesmo pela profissão que tinha, que exigia estar sempre à disposição da polícia, ela buscava todos os momentos para estar com ele”, disse Marlon Leão, tio da capitã.

Respeitada na corporação, Michele ingressou na PMMG em 2004 e era casada havia cerca de oito anos com o sargento Eduardo.

Ao longo da carreira, construiu uma trajetória de destaque na corporação, com diversos cursos na área de defesa e segurança pública. Concluiu o curso de formação complementar de Multiplicador de Direitos Humanos, oferecido pela PMMG, e fez especialização em Docência do Ensino Superior pelo Instituto Federal do Sul de Minas (IFSULDEMINAS).

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Relacionamento abusivo

Segundo depoimento da mãe da vítima à Polícia Civil, Michele vivia um relacionamento considerado abusivo.

A mãe afirmou que a filha era constantemente humilhada pelo marido, que exercia controle sobre sua vida e fazia manipulação emocional. Ainda conforme o relato, Michele tentava colocar fim ao relacionamento, mas o sargento não aceitava a separação.

O tio confirmou a versão da mãe da capitã e disse que o sargento da PM “sempre foi muito agressivo” com ela.

Sargento ficará preso

Eduardo Abner teve a prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada, também, nesta quarta-feira (22/7).

O procedimento ocorreu na Central de Audiência de Custódia da Comarca de Belo Horizonte (Ceac-BH), no bairro Lagoinha, na Região Noroeste da capital.

A decisão é do juiz Antônio Francisco Gonçalves e partiu do entendimento que “a segregação cautelar era necessária para a garantia da ordem pública”. A pedido da defesa do sargento, o caso foi colocado sob sigilo pela Justiça, com a intenção de “resguardar direitos fundamentais, como a intimidade e a vida privada dos envolvidos”. A defesa do Eduardo disse que vai recorrer.

Entenda o caso

Eduardo foi preso em flagrante na noite da última segunda-feira (20/7) após levar a esposa, a capitã Michele, já sem vida, ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte. Lotado no 1º Batalhão da PMMG, ele estava detido no 34º Batalhão da corporação.

Em depoimento, o sargento afirmou que os dois consumiram bebidas alcoólicas e ecstasy e que Michele teria caído de uma escada após práticas sexuais consensuais envolvendo agressões. Segundo ele, a capitã recusou atendimento médico e morreu horas depois.

A versão, porém, passou a ser contestada pela Polícia Civil. Exames preliminares apontaram múltiplas lesões pelo corpo da vítima, incluindo marcas compatíveis com chicotadas e um grave ferimento no rosto. A investigação também apura relatos de familiares sobre um histórico de relacionamento abusivo.

Durante o atendimento no hospital, Eduardo ainda foi flagrado tentando descartar uma caixa com 18 comprimidos de ecstasy em uma lixeira, motivo pelo qual também passou a responder por tráfico de drogas.

O caso segue sendo investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, que aguarda os laudos periciais para esclarecer a dinâmica da morte da capitã.