Tebet associa movimento red pill à extrema direita e diz que falta 'vontade política' para combater violência contra mulher
Ex-ministra de Lula, Simone Tebet é pré-candidata ao Senado pelo PSB. Ela deu entrevista à rádio CBN Campinas nesta sexta-feira.
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A pré-candidata Simone Tebet (PSB) associou o movimento Red Pill à extrema-direita nesta sexta-feira (24). Ela também afirmou que falta vontade política para combater a violência contra mulheres.
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Ex-ministra do Planejamento, Tebet declarou que a dificuldade no combate ao feminicídio vai além do orçamento. Ela destacou o direcionamento do discurso de ódio contra minorias e mulheres.
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Tebet disse que cerca de 10% da sociedade estimula agressões na internet. A pré-candidata também afirmou ser de centro e dialogar com políticos de direita e esquerda.

Simone Tebet associa movimento red pill à extrema direita
A pré-candidata ao Senado Federal Simone Tebet (PSB) associou o movimento Red Pill à extrema-direita e afirmou que falta vontade política para combater a violência contra a mulher. As afirmações foram feitas em entrevista à rádio CBN Campinas nesta sexta-feira (24).
🔍O movimento red pill é conhecido por propagar teorias da conspiração, muitas vezes preconceituosas e direcionadas contra mulheres. A comunidade surgiu a partir de um conceito fictício do filme Matrix, de 1999, em que a pílula vermelha seria a escolha para "despertar" e ganhar "consciência" da realidade do mundo.
Questionada sobre o aumento de casos de feminicídio e o que falta nas políticas públicas, Tebet afirmou que a dificuldade não é uma questão "só orçamentária". "Não faltam só recursos, falta também vontade política".
"Eu não sei que cargas d 'água é tanto ódio, é tanta raiva que a extrema-direita tem em relação às mulheres. Quando eu falo de extrema-direita, não estou falando de políticos só não, estou falando de um segmento muito pequenininho da sociedade brasileira, talvez corresponde a 10%, que acaba estimulando em redes sociais e ensinando como Red Pill nas redes sociais como é que você agride uma mulher que se recusou a dar um beijo".
Posição política
Em outro momento da entrevista, a ex-ministra do governo petista afirmou que é de centro e, por isso, dialoga com políticos de direita e esquerda.
"Por ser uma pessoa de centro, eu sou centro-direita na pauta da economia, mas centro-esquerda na pauta dos direitos humanos", completou.
ARQUIVO - Simone Tebet foi ministra do Planejamento do governo Lula (PT) — Foto: Diogo Zacarias/MF
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