Em campo, o título da Espanha na Copa do Mundo contra a Argentina veio após triunfo suado, apenas na prorrogação, por 1 a 0. Entretanto, na opinião dos colunistas da Folha, a vitória espanhola foi mais tranquila.
Após apuração das escolhas de 11 colunistas, a seleção final ficou assim: Unai Simón (Espanha); Pedro Porro (ESP), Cubarsí (Espanha), Upamecano (França) e Cucurella (Espanha); Bellingham (Inglaterra), Rodri (Espanha) e Olise (França); Haaland (Noruega), Mbappé (França) e Messi (Argentina). E, como técnico, mais um espanhol: Luis de la Fuente.
Dos cinco jogadores espanhóis escolhidos, quatro jogam na defesa que só tomou um gol em oito partidas, entrando para a história como uma das melhores de todos os tempos na competição.
Durante o torneio, Simón chegou a atingir a marca de 650 minutos sem tomar gols em Copas, batendo a marca do italiano Walter Zenga, que era de 517 minutos.
A zaga ficou com Upamecano —um dos três franceses selecionados— e Cubarsí, zagueiro espanhol de apenas 19 anos que levou o prêmio de melhor jogador jovem do torneio, desbancando o antes favorito Lamine Yamal.
Nas laterais, Pedro Porro (direita) e Cucurella (esquerda) foram praticamente unânimes. Os dois mostraram força tanto na composição defensiva como no apoio —Porro chegou a marcar dois gols.
O ofensivo meio-campo dos colunistas tem apenas um marcador de ofício, e que marcador: Rodri, da Espanha, escolhido como o melhor jogador da Copa. O volante do Manchester City liderou o ranking de passes certos na competição, com 756 —à frente de Cubarsí, com 671.
Bellingham tirou o protagonismo inglês de Harry Kane e entrou na seleção. O meia-atacante do Real Madrid terminou a Copa com 7 gols. Ele faz uma dupla ofensiva com Olise (do Bayern), que não conseguiu marcar nenhuma vez, mas fez 7 assistências.
Já o trio de ataque tem como centroavante o norueguês Haaland, único atleta da lista que não avançou até a semifinal. O atacante do City terminou a competição com 7 gols em 5 jogos.
Os dois principais artilheiros da Copa tiveram votação unânime dos colunistas: o francês Mbappé, com 10 gols, e o argentino Messi (único sul-americano do time), com 8.
Com seus dois gols na derrota de 6 a 4 para a Inglaterra, Mbappé não só garantiu a artilharia do torneio como se tornou o maior goleador da história das Copas, com 22 gols —contra 21 do camisa 10 argentino.
Para comandar a seleção, foi escolhido o técnico campeão, Luis de la Fuente.
Nenhum colunista escolheu jogadores brasileiros. Participaram Bárbara Coelho, Dani Blaschkaue, Daniel Mariani, Hanuska Bertoia, Idelber Avelar, Luís Curro, Marcelo Bechler, Maurício Stycer, Paulo Vieira, PVC e Sandro Macedo.