Secretário da Segurança Interna dos EUA insiste em falhas no recenseamento eleitoral

O secretário da Segurança Interna dos Estados Unidos (EUA), Markwayne Mullin, insistiu hoje que o seu departamento identificou 278 mil ‘não cidadãos’ registados para votar e outros 400 mil eleitores falecidos que permanecem nos registos eleitorais.

As declarações de Mullin surgiram depois do Presidente norte-americano, Donald Trump, ter questionado a integridade do sistema eleitoral do país numa mensagem à nação, na qual reiterou alegações de alegadas vulnerabilidades e acusou a China de interferir nas eleições de 2020, cujos resultados nunca aceitou.

Numa conferência de imprensa onde não apresentou provas, o secretário da Segurança Interna indicou que cerca de 250 mil registos de ‘não cidadãos’ correspondem aos estados da Califórnia, Pensilvânia, Nova Jérsia e Nevada, noticiou a agência Efe.

Sublinhou ainda que, em coordenação com os 23 estados participantes no “programa Save”, lançado pela administração Trump para examinar os registos eleitorais, foram localizados até à data mais 28 mil ‘não cidadãos’.

“Se alguém estiver sem documentos e tentar votar, ou tentar votar ilegalmente em nome de outra pessoa, iremos encontrá-lo e processá-lo. Tanto o voto ilegal como a tentativa de voto ilegal acarretam penas até cinco anos de prisão e multas até 250 mil dólares”, alertou.

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Mullin acrescentou que Washington está também ciente de que “adversários estrangeiros” estão a fornecer componentes considerados “essenciais para as urnas eletrónicas” e afirmou que estes países têm acesso a elementos-chave destes sistemas, sem apresentar qualquer prova que sustente tal alegação.

O secretário da Segurança Interna apontou também o dedo ao Irão, num momento de escalada de tensões no Médio Oriente, destacando que a República Islâmica “invadiu os ficheiros de registo de eleitores estaduais e tentou comprometê-los”.

“Os nossos sistemas são os mesmos utilizados pelos membros das Forças Armadas para votar, por isso estamos a trabalhar com o Departamento de Defesa para salvaguardar estes sistemas e proteger os nossos eleitores militares”, acrescentou.

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No seu discurso, Trump afirmou ter documentos que comprovam que Pequim obteve ilicitamente os registos de 220 milhões de eleitores norte-americanos, embora a documentação divulgada pela Casa Branca não conclua que a eleição de 2020 foi fraudulenta ou que o seu resultado foi alterado.

Trump procura a aprovação do Senado para o projeto de reforma eleitoral defendido pelo seu Governo, apelidado de “Salvar a América (Save America, em inglês)”, que endurece os requisitos para o registo e votação nas eleições federais, exigindo um comprovativo de cidadania e um documento de identificação com fotografia.