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O fundo imobiliário XPLG11 apurou resultado de R$ 45,024 milhões em junho, ligeiramente acima do mês anterior. As receitas totais somaram R$ 55,439 milhões no período, enquanto as despesas ficaram em R$ 10,415 milhões.
Pela competência de junho, o fundo declarou distribuição de R$ 0,82 por cota. Considerando a cota de fechamento do mês, de R$ 93,79, o valor corresponde a dividend yield anualizado de 10,49%. O pagamento dos rendimentos do XPLG11 ocorrerá em 14 de julho de 2026, para quem tinha cotas em 30 de junho de 2026, com isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas dentro das condições da legislação.
Além do resultado do próprio fundo, o NE Logistic FII, cujas cotas são integralmente detidas pelo fundo imobiliário XPLG11, mantém um resultado base caixa acumulado e não distribuído de R$ 0,81 por cota. A gestora destacou que os proventos seguem o regime de competência de junho, conforme a prática adotada pelo veículo.
O mês teve várias movimentações comerciais, concentradas no Syslog Galeão, empreendimento no qual o fundo detém 51% de participação. Uma locatária ampliou sua área em 1.894 metros quadrados de ABL nesse ativo, com vigência contratual até maio de 2031.
No mesmo empreendimento, a Premier Pet renovou a locação de 6.087 metros quadrados, com vencimento em abril de 2029. Ainda no Syslog Galeão, a Tac Franquia prorrogou o contrato de 1.930 metros quadrados, agora válido até dezembro de 2031.
Na outra ponta, houve a saída definitiva da Memodoc, que ocupava 3.886 metros quadrados de ABL no HGLG WL, empreendimento no qual o FII XPLG11 tem 49% de participação. As áreas serão recolocadas conforme a estratégia comercial do portfólio.
Na composição por classe de ativo, os imóveis respondem por 95%, seguidos pelas aplicações financeir (3%) e cotas de FII (2%). A receita imobiliária é formada por contratos típicos em 57% e atípicos em 43%, refletindo a estrutura de locações do portfólio.
Entre os principais inquilinos estão Mercado Livre (23%), Leroy (8%), Renner (6%), SB (5%), Mobly (4%) e Via Varejo (3%), enquanto os demais locatários somam 44%. Por segmento, a maior parcela da receita vem do comércio varejista (56%), seguida por logística (12%), material de construção (8%) e outros setores (23%).
Na correção dos contratos, o IPCA responde por 93% da receita imobiliária e o IGP-M pelos 7% restantes. Quanto aos vencimentos, 60% dos contratos terminam em 2029 ou depois, 20% em 2026, 14% em 2028 e 6% em 2027, distribuindo a maturidade dos recebíveis ao longo do tempo.
Nos indicadores patrimoniais, o patrimônio líquido do fundo XPLG11 era de R$ 5.397.457.621 em junho. A cota patrimonial foi de R$ 105,03, enquanto a cota de mercado terminou o mês a R$ 93,79.
No mês, o ganho de capital bruto foi de -2,48% e o retorno total bruto de -2,46%, ante -1,21% do IFIX. No acumulado de 2026, o retorno total bruto está em -6,72%, com ganho de capital de -10,68%, frente a 1,46% do IFIX. Em 12 meses, o retorno total bruto foi de 4,16%, com TIR bruta anualizada de 4,36%, ante 9,96% do IFIX.
No mercado secundário, junho registrou 2.490.916 negociações com as cotas, movimentando R$ 229,8 milhões. A liquidez média diária foi de R$ 10,9 milhões, patamar que mantém o XPLG11 entre os fundos logísticos mais líquidos.