Renan Santos diz que vai barrar acordos sobre terras raras | G1

O pré-candidato à Presidência do Brasil Renan Santos (Missão) disse que, se eleito, pretende "brecar absolutamente tudo" em relação aos acordos envolvendo as terras raras e vai exigir a produção no Brasil. A fala aconteceu em um encontro para apoiadores em Goiânia, neste domindo (19). Segundo ele, o acesso às reservas brasileiras deverá estar condicionado à transferência de tecnologia e à produção de componentes no país.

O encontro aconteceu em um pub, no Setor Bela Vista. O pré-candidato não especificou a quais acordos ele se refere.

"Hoje, quando se fala em terras raras, você tem grupos econômicos dos mais baixos, ligados a grandes bancos e a políticos se apropriando deles, e correndo para fazer negócio com os gringos. Eu, como presidente, vou brecar absolutamente tudo. O plano nacional de terras raras tem que passar necessariamente por um plano geopolítico que passe pela industrialização do Brasil", disse Renan.

Pré-candidato à Presidência Renan Santos durante evento em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/Youtube Renan Santos

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De acordo com Renan, o objetivo é utilizar esse protagonismo para atrair tecnologia e garantir que a produção de componentes eletrônicos e de energia limpa ocorra em território nacional, em vez de apenas exportar a matéria-prima bruta.

Em sua fala, Santos disse que o mundo inteiro virá ao Brasil brigar pelas terras raras e que 'acordos escusos dos mais diversos'. "Hoje, tendo 20% das reservas globais, boa parte delas aqui em Goiás, nós temos que olhar para os Estados Unidos, para o Japão, para a Europa e avisar: aqui é a única oportunidade que vocês têm de ter acesso a isso. Só que eu quero a tecnologia e produzir esses componentes aqui", completou.

As terras raras compreendem um grupo de 17 elementos químicos que, apesar de abundantes na crosta terrestre, recebem essa denominação devido à complexidade de sua extração. O desafio técnico reside na dificuldade de isolar esses componentes em sua forma pura, uma vez que eles costumam aparecer misturados a outros minerais na natureza.

A Serra Verde extrai neodímio, praseodímio, térbio e disprósio, componentes fundamentais para a fabricação de ímãs de alta eficiência utilizados em motores de veículos elétricos e turbinas eólicas. O projeto, que iniciou a fase comercial em janeiro de 2024, aproveita um depósito raro de argila iônica, que permite uma extração mais sustentável e eficiente em comparação com depósitos minerais convencionais.

Com o Brasil detendo a segunda maior reserva mundial de terras raras, a operação em Minaçu é vista como um passo crucial para a criação de uma cadeia de suprimentos mais diversificada e segura, visando não apenas a exportação do concentrado, mas o desenvolvimento de tecnologias de refino e industrialização.

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