Lindsey Graham morreu na noite de sábado devido à rutura da aorta, provocada pelo endurecimento das artérias, segundo um relatório preliminar do médico-legista que está a ser citado pela agência de notícias AP, que acrescenta que a causa oficial da morte ainda será confirmada após exames complementares.
Republicano da Carolina do Sul, Graham cumpriu mais de três décadas no Congresso e era uma das figuras mais influentes da política externa dos Estados Unidos, tendo percorrido o mundo a defender uma política externa norte-americana mais agressiva.
Durante décadas, Lindsey Graham promoveu uma visão dos Estados Unidos como uma nação disposta a usar o seu poder militar para proteger as democracias em todo o mundo, mesmo quando o seu partido passou a ser dominado por um presidente que demonstrava um ceticismo aberto em relação a essa visão, sublinha a AP.
A AP fala em Graham como "uma rara ponte" entre a política externa "America First" ("A América em Primeiro Lugar") do presidente Donald Trump e o consenso tradicional de Washington, que prioriza as alianças com a Europa e Israel, uma abordagem que tem vindo a perder apoio nos dois principais partidos políticos.
Defensor de uma postura firme em relação à Rússia e defensor da Ucrânia, tinha regressado recentemente de uma visita a Kyiv e, na véspera da sua morte, anunciou um acordo com a administração Trump para avançar com um novo pacote de sanções contra Moscovo.
Apesar de ter sido crítico de Trump durante a campanha presidencial de 2016, acabou por se tornar num dos seus aliados mais próximos, desempenhando um papel importante na agenda legislativa republicana e na defesa do Presidente durante os seus processos de destituição.
Trump chegou a dizer que Graham era "como um membro da família", tendo agora ordenado que as bandeiras dos Estados Unidos fossem colocadas a meia haste até ao próximo sábado.
A morte de Graham obriga agora à nomeação de um substituto temporário para o seu lugar no Senado, até à realização de uma eleição especial na Carolina do Sul.
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