'Quadrilha em cadeira de rodas': grupo de pessoas com deficiência que une dança e inclusão se apresenta em BH | G1

Celebrar as tradições juninas de forma que todos possam participar: é com essa proposta que a Associação Mais Acessível (AMA) realiza, neste domingo (12), o Arraiá Acessível, em Belo Horizonte. Um dos destaques da festa é a apresentação da "Quadrilha em cadeira de rodas", primeiro quadrilha de Minas Gerais formada por pessoas com paraplegia.

Segundo Rosana Bastos, coordenadora da quadrilha e organizadora do Arraiá Acessível, o grupo, que retomou as atividades em 2025 reforça, por meio da cultura popular, a inclusão e o pertencimento das pessoas com deficiência.

Durante os ensaios, os casais percorrem os tradicionais passos da quadrilha, giram pela quadra e seguem o "caminho da roça", mostrando que a tradição também pode ser vivida sobre rodas (veja no vídeo acima).

Os dançarinos se apresentam na sede da AMA, no bairro Santas Efigênia, na região leste de BH. A entrada é gratuita e aberta ao público.

Grupo tem mais de 15 anos de história

Rosana relata que o grupo surgiu há mais de 15 anos anos, quando os integrantes faziam parte da Associação Mineira de Paraplégicos.

Após cinco anos de pausa, a quadrilha retomou as atividades no ano passado, quando passou a integrar a AMA, reunindo pessoas paraplégicas entre atletas, ex-atletas e admiradores da tradição das quadrilhas juninas.

A coordenadora destaca que a iniciativa reforça o direito das pessoas com deficiência a também ocuparem espaços tradicionais da cultura mineira.

"É um movimento de inclusão e de representatividade, porque eles também fazem parte disso. O grupo se sente pertencente a essa cultura de Minas Gerais", afirma.

Ao longo da trajetória o grupo já participou de diversas edições do Arraial de Belô, uma das principais festas juninas do estado, e também volta a se apresentar na programação oficial da festa no próximo dia 24 de julho. Confira a programação completa do evento.

'Quadrilha sobre rodas', grupo de Minas Gerais que se apresenta há mais de 15 anos. — Foto: Rosana Bastos

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