"Numa primeira fase, encerrarei as embaixadas na Argélia, no Azerbaijão, em Barbados, em Cuba, na República Checa, na Etiópia, no Gana, no Haiti, na Hungria, na Malásia, na Nicarágua, na Roménia, no Senegal e na África do Sul", afirmou no domingo De la Espriella, num discurso publicado nas redes sociais.
O responsável anunciou ainda a suspensão da abertura da missão na Palestina, bem como o encerramento de cerca de quinze consulados.
De la Espriella assegurou que as medidas "não significam romper relações diplomáticas" com os países afetados, exceto com Cuba e a Nicarágua, com os quais afirmou que, no governo que vai liderar, "não haverá qualquer vínculo com tiranias".
O futuro presidente explicou que os cidadãos colombianos nos países onde as embaixadas vão ser encerradas continuarão a receber assistência através da representação conjunta por parte de outras missões diplomáticas da região.
O presidente eleito afirmou, além disso, que a reorganização visa tornar o serviço exterior "mais eficiente".
No âmbito dessa estratégia, De la Espriella anunciou ainda a reabertura da Embaixada da Colômbia em Israel, que vai funcionar em Jerusalém --- uma promessa que fez durante a campanha presidencial --- e a abertura de uma missão diplomática na Nigéria, com o objetivo de reorganizar a presença do país em África.
Além disso, referiu que vai unificar algumas representações diplomáticas que, segundo defende, "duplicam funções", como as embaixadas da Colômbia em França e junto da UNESCO, em Paris, bem como as da Itália e junto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, de modo a que um único embaixador assuma ambas as representações.
O presidente eleito acrescentou que, durante os primeiros 100 dias de governo, vai pedir uma auditoria técnica às restantes representações diplomáticas, para avaliar a continuidade destas, e afirmou que os recursos poupados com estas medidas destinam-se a reforçar setores como segurança, saúde, educação e infraestruturas.
"Cada peso que pouparmos na burocracia será um peso que poderemos investir em segurança, saúde, educação, infraestruturas e, acima de tudo, em oportunidades para os mais pobres", afirmou De la Espriella, sustentando que a diplomacia vai orientar-se para atrair investimento, abrir mercados e defender os interesses da Colômbia no estrangeiro.
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