Presidente do PT diz que Flávio Bolsonaro tem ‘cultura golpista’ do pai e promete ir à Justiça

Homem de terno azul e camisa branca, com microfone na mão, fala para uma plateia em evento com banner verde escrito Debating Brazil
Em evento com diplomatas, Flávio insinuou que urnas não seria confiáveis (Raul Spinassé/Novo Selo Comunicação/Divulgação)

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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse nesta quarta-feira, 22, que o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem a mesma “cultura golpista do pai”, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na noite de terça, 21, o Zero Um resteve reunido com diplomatas de todo o mundo e insinuou que as urnas brasileiras não seriam confiáveis, porque são fabricadas por uma empresa venezuelana, a Smartmatic, o que as aproximaria de um “complô” que envolve Nicolás Maduro. Não há evidências disso. 

“Flávio Bolsonaro prova que tem a mesma cultura golpista do pai, Jair Bolsonaro, e adota os mesmos métodos utilizados nas eleições de 22. O senador reuniu diplomatas internacionais para questionar as urnas eletrônicas e, por consequência, o sistema eleitoral brasileiro, pelo qual ele foi eleito parlamentar por diversas vezes, bem como seus familiares. Sabemos quais são as consequências dessa ofensiva antidemocrática”, disse Edinho nas redes sociais. 

Flávio Bolsonaro prova que tem a mesma cultura golpista do pai, Jair Bolsonaro, e adota os mesmos métodos utilizados nas eleições de 22. O senador reuniu diplomatas internacionais para questionar as urnas eletrônicas e, por consequência, o sistema eleitoral brasileiro, pelo qual…

— Edinho Silva (@edinhosilva) July 22, 2026

Ele também afirmou que o PT deverá levar essa declaração para análise da Justiça. “O Partido dos Trabalhadores avalia as medidas judiciais cabíveis e reitera que está ao lado da democracia e em defesa das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro”, disse. Foi por conta de falas com esse mesmo teor que Jair Bolsonaro foi condenado, pela primeira vez, à inelegibilidade. Em 2022, ele se reuniu com embaixadores de todo o mundo e disse, explicitamente, que os sistema de votação brasileiro era fraudado, o que sugeria que uma eventual derrota sua poderia estar ligada a uma conspiração.

Na manhã desta quarta, a campanha do Zero Um publicou uma nota dizendo que ele confia no sistema eleitoral brasileiro, buscando diluir as críticas de que foi alvo por conta da declaração da noite anterior. Além do próprio senador, a nota também foi assinada pelo coordenador da sua campanha, Rogério Marinho (PL-RN), e pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, que lidera a equipe jurídica.

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