PR moçambicano assinala redução de dependência externa com expansão da fábrica de cimento

O Presidente moçambicano assinalou hoje um passo firme na construção de uma economia mais produtiva e capaz de gerar oportunidades de emprego, com a expansão da fábrica de cimento, orçada em 96,7 milhões de euros, reduzindo a dependência externa.

«Esta fábrica importava clínquer, mas hoje já não importa. O clínquer daqui sai de [localidade de] Quissimanjulo, é processado aqui e é o que faz o cimento. Dantes, o clínquer era importado, hoje o clínquer é Made in Mozambique», afirmou Daniel Chapo, na inauguração da ampliação e modernização da Fábrica De Cimentos De Moçambique, unidade industrial de Nacala-Porto, na província de Nampula, norte do país.

O chefe de Estado destacou o potencial do distrito de Nacala, com a abundância de calcário, recurso mineral essencial para a produção de clínquer, esta última sendo a principal matéria-prima utilizada no fabrico de cimento.

«Ao produzir localmente o clínquer, esta unidade industrial contribui para fortalecer a cadeia de valor da indústria cimenteira nacional», disse Chapo, avançando que com a redução de importação de clínquer a fábrica poupa cerca de 60 milhões de dólares (52,7 milhões de euros) que ficam para a economia moçambicana e aumentam a capacidade produtiva da indústria nacional.

«Nós, como Governo, apostamos na produção local pois, através dela iremos reduzir a dependência da importação de matérias-primas, poupar divisas», explicou o governante moçambicano.

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Com a ampliação e modernização daquele empreendimento, num investimento de 110 milhões de dólares (96,7 milhões de euros), prevê-se incrementar a produção em cerca de 1,2 milhões de toneladas de cimento por ano, reforçando a capacidade de abastecimento ao mercado nacional e contribuindo para a redução da importação da matéria-prima da fabricação, principalmente, do próprio cimento, segundo Daniel Chapo.

O Presidente moçambicano explicou ainda que o investimento naquela empreitada, com mais de 100 anos de existência, incorpora soluções modernas de eficiência energética e sustentabilidade industrial, constituído por uma central de geração de energia elétrica, que permite à fábrica aumentar a eficiência do processo produtivo e reduzir a dependência da rede elétrica nacional, com apoio do carvão extraído na mina de Moatize, província de Tete, região centro.

Chapo destacou também o impacto social significativo da fábrica na criação de cerca de 300 postos de trabalho diretos e aproximadamente 400 empregos indiretos: «sendo de salientar que antes tinham apenas cerca de 150 trabalhadores, contribuindo para dinamizar a economia local e melhorar as condições de vida das comunidades, que têm sido uma das nossas preocupações».

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Segundo o chefe de Estado moçambicano, a empresa Cimento de Moçambique possui três unidades principais de produção nas três regiões do país, incluindo esta no distrito de Nacala-Porto e nos distritos de Dondo e Matola, nas províncias de Manica e Maputo, respetivamente, decorrendo os trabalhos para a expansão e modernização das duas fábricas nos últimos distritos, num investimento total de 70 milhões de dólares (61,5 milhões de euros).

Todas as intervenções nas três unidades industriais são feitas em parceria com as empresas chinesas, segundo Chapo.