Portuguesas que morreram em Formentera eram médicas. O que se sabe

As duas jovens portuguesas que morreram num acidente de viação, na manhã de quarta-feira, 22 de julho, em Formentera, nas ihas Baleares, em Espanha, eram médicas e tinham 31 e 32 anos.

De acordo com a imprensa espanhola, as jovens viajavam com outras quatro amigas.

Já segundo o Correio da Manhã, todas seriam recém-licenciados e estariam a comemorar o fim do curso de medicina.

O matutino adianta ainda que uma das vítimas mortais era natural de Viseu, sobrinha do antigo secretário de Estado do Desporto, João Paulo Rebelo e estava a exercer em Lisboa.

Já à SIC Notícias, fonte do Hospital de São José revelou que uma das médicas trabalhava na unidade de neurocirurgia daquele hospital e estava a terminar a especialidade.

Mota de portuguesas terá entrado em contramão

Conta o Diario de Ibiza que o acidente fatal ocorreu pelas 11h20, na estrada Pujols, que liga La Savina ao Parque Natural de Ses Salines, onde se encontram as praias mais populares de Formentera.

As duas jovens seguiam na mesma mota alugada - enquanto as restantes quatro amigas seguiam num carro - quando colidiram com um táxi.

Ao chegarem ao local, as equipas de emergência médica constataram que uma das vítimas já não tinha sinais vitais. A outra estava em paragem cardiorrespiratória.

Ainda chegou a ser acionado para o local um helicóptero de emergência médica, enquanto os paramédicos tentavam reverter o estado da jovem. Porém, sem sucesso. Ambos os óbitos foram declarados no local.

A Guardia Civil "aguarda mais informações para concluir a investigação". No entanto, a este jornal espanhol, a Associação de Taxistas de Formentera afirmou que o motociclo "invadiu a faixa contrária e bateu de frente" com o veículo ligeiro de passageiros.

A mesma associação revelou que o motorista de táxi que sofreu o acidente é "experiente", com "anos ao volante".

Os taxistas lamentam que não exista em Formentera uma "unidade de investigação de acidentes de trânsito da Guardia Civil" e asseguram que foi essa falta de recursos que encerrou a estrada onde ocorreu o acidente durante cinco horas, das 11h30 até depois das 16h30.

Alegadamente, a Guardia Civil teve de esperar que agentes dessa unidade viessem de Ibiza para recolher as informações necessárias para elaborar o relatório do acidente.

Serviços consulares a acompanhar

Entretanto, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, garantiu à agência Lusa que está a ser prestado o devido serviço consular à situação.

O responsável confirmou a morte das duas cidadãs portuguesas e expressou "o mais sentido pesar aos familiares e amigos das vítimas".

"Confirmamos a informação da morte de duas jovens no trágico acidente, e os nossos serviços consulares estão a acompanhar a situação, em contacto com as autoridades locais, e a prestar o apoio consular necessário", acrescentou.

Seguro manifesta "profundo pesar"

O Presidente da República, António José Seguro, já lamentou a morte das portuguesas e deixou as "condolências" aos ente queridos das mesmas.

"O Presidente da República manifesta o seu profundo pesar pela morte de duas cidadãs portuguesas, num acidente de viação na ilha espanhola de Formentera e expressa as suas sentidas condolências às famílias das vítimas", lê-se na nota publicada na noite de quarta-feira no site da Presidência da República.

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