Plano que impulsionou Endrick pode definir futuro de joia de R$ 289 milhões no Real Madrid

Plano que impulsionou Endrick pode definir futuro de joia de R$ 289 milhões no Real Madrid
José Mourinho, técnico do Real Madrid (Foto: Joao Gregorio / ZUMA Press Wire / IMAGO)

O Real Madrid já traçou o próximo passo no processo de desenvolvimento de Franco Mastantuono. Contratado como uma das maiores promessas do futebol sul-americano, o argentino de apenas 18 anos deve ser emprestado nesta janela de transferências para ganhar experiência no futebol europeu antes de disputar espaço no elenco principal do clube espanhol.

De acordo com Fabrizio Romano, jornalista especializado em transferências do futebol, a diretoria merengue entende que o melhor caminho para acelerar a evolução do meia é colocá-lo em um ambiente onde possa atuar com regularidade. A avaliação interna é de que, sob o comando de José Mourinho, Mastantuono encontraria uma concorrência muito elevada por minutos em campo, o que poderia retardar seu processo de adaptação.

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A ideia da cúpula madridista não passa por abrir mão de um dos ativos mais valiosos do elenco. Pelo contrário. O empréstimo faz parte de um planejamento de longo prazo para que o argentino retorne mais preparado para disputar espaço em um dos grupos mais competitivos do futebol mundial.

Mais de cinco clubes, entre equipes da Espanha e de outros países, já manifestaram interesse em receber o jogador. A tendência é que qualquer negociação seja fechada sem cláusula de opção de compra, preservando totalmente o controle do Real Madrid sobre o futuro do atleta.

Endrick virou exemplo a ser seguido no planejamento do Real Madrid

Endrick celebra gol pelo Lyon
Endrick celebra gol pelo Lyon (Foto: Luis Lorenzo / AgenciaLOF / IMAGO)

A estratégia não é inédita em Valdebebas. Internamente, o Real Madrid vê no desenvolvimento de Endrick um modelo que pode ser reproduzido com Mastantuono.

Após perceber que o atacante brasileiro teria poucas oportunidades imediatas no elenco principal, o clube optou por emprestá-lo ao Lyon. Na França, Endrick encontrou justamente o que precisava: sequência de jogos, confiança e protagonismo.

O atacante rapidamente assumiu condição de titular, participou diretamente de 15 gols em 21 jogos (oito gols e sete assistências) e encerrou a temporada em alta. O desempenho chamou atenção não somente da diretoria merengue, mas também de Carlo Ancelotti, que o incluiu na convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo — objetivo declarado do jogador desde que chegou ao futebol europeu.

A evolução do brasileiro reforçou uma convicção que vem ganhando força no Real Madrid nos últimos anos: nem sempre o melhor ambiente para lapidar um jovem talento é permanecer no banco de reservas de um plantel repleto de estrelas. Em alguns casos, atuar regularmente em outro clube pode representar um atalho importante para acelerar a maturação técnica, física e tática.

Com Endrick, o plano deu resultado. Agora, a expectativa é que Mastantuono percorra um caminho semelhante antes de voltar para disputar espaço na equipe principal.

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Mastantuono segue como aposta para o futuro

Mastantuono celebra gol pelo Real Madrid
Mastantuono celebra gol pelo Real Madrid (Foto: Alterphotos / IMAGO)

Contratado junto ao River Plate por 45 milhões de euros (cerca de R$ 289 milhões na cotação da época), Mastantuono chegou à Espanha cercado por enorme expectativa. Antes mesmo da transferência, era tratado como um dos maiores talentos surgidos recentemente no futebol argentino.

Canhoto, o meia costuma atuar aberto pela direita — posição que lhe permite conduzir para o centro e finalizar com a perna dominante —, mas também apresenta características para jogar mais centralizado na criação das jogadas. A qualidade técnica, a facilidade no drible e a maturidade demonstrada ainda muito jovem fizeram com que recebesse comparações com Lionel Messi durante sua ascensão no River.

Entretanto, a adaptação ao futebol europeu mostrou-se mais desafiadora do que o esperado. Em sua primeira temporada pelo Real Madrid, Mastantuono disputou 35 partidas, sendo 17 como titular, e marcou apenas três gols.

Mesmo assim, o gigante espanhol mantém total confiança no potencial do argentino. A leitura da diretoria é que o desempenho inicial não altera o enorme teto de evolução projetado para o jogador. Justamente por isso, a prioridade é colocá-lo em um contexto que favoreça seu crescimento, oferecendo minutos em campo e responsabilidades que dificilmente teria no atual elenco de José Mourinho.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.