Continua após publicidade
Preso na quinta fase da Operação Unha e Carne, o pastor e empresário do ramo do tabaco Márcio Poncio é suspeito de envolvimento com o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, apontado como chefe da máfia do cigarro. A Polícia Federal descreve o pastor como um “personagem relevante no eixo econômico relacionado ao mercado clandestino de cigarros”.
O objeto central da investigação é uma estrutura que seria liderada pelo contraventor para comprar apoio político. Os investigadores veem o pastor como um elo da lavagem de dinheiro do esquema. Márcio é pai da deputada estadual Sarah Poncio (SDD).
“A relevância cautelar de Márcio Poncio decorre de sua possível atuação como elo entre atividade antecedente – produção, distribuição e exploração econômica de cigarros clandestinos/falsificados – e os mecanismos subsequentes de ocultação e dissimulação patrimonial atribuídos à organização de Adilson Oliveira Coutinho Filho”, afirma a PF na representação da Operação Unha e Carne.
A prisão preventiva do pastor foi convertida em domiciliar humanitária com tornozeleira eletrônica pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. VEJA pediu manifestação da defesa. Os advogados informaram anteriormente que, por se tratar de um inquérito sigiloso, não iriam se manifestar sobre o mérito das investigações.
Um dos elementos destacados pelos investigadores foi encontrado no celular apreendido com o ex-deputado Rodrigo Bacellar (União), que foi presidente da Assembleia Legislativa. O aparelho continha um contato salvo como “Pastor Márcio Poncio”, associado a um número internacional. Em uma mensagem enviada em 9 de junho de 2025, Poncio escreveu: “Desculpe a ligação presidente”. Depois do contato, o aplicativo foi configurado para apagar automaticamente as novas mensagens após sete dias.
Publicidade