Os preços do “ouro negro” estão a negociar com perdas superiores a 8%, com o conflito entre os Estados Unidos e o Irão a continuar a estar no centro das atenções.
Depois das fortes subidas dos preços do petróleo e do gás natural durante as primeiras quatro sessões da semana passada, à conta do recrudescer de tensões e do novo condicionamento do estreito de Ormuz, na sexta-feira as cotações corrigiram na expectativa de que as conversações entre as duas partes possam retomar. E agora estão a manter essa mesma tendência de alívio.
Os Estados Unidos suspenderam, neste domingo e pelo segundo dia consecutivo, os ataques contra o Irão - e a República Islâmica afirmou ter feito o mesmo. Este contexto reforça a expectativa de um regresso às negociações para um acordo de paz permanente e a abertura de uma via para a paz.
O Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias e asiáticas, está a afundar 8,15% para 90,45 dólares por barril, reforçando as perdas que registou na abertura da sessão em Singapura, quando caía 6,73% para 91,75 dólares por barril – depois de, na passada quinta-feira, 23 de julho, chegado a atingir os 102 dólares.
Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, recua 7,45% para 83,68 dólares por barril, seguindo a mesma trajetória de agravamento das perdas, depois de ter arrancado a sessão a mergulhar 6,32% para 84,75 dólares por barril.
O conflito entre os EUA e o Irão continuará assim em foco, à medida que os sinais de que as negociações poderão recomeçar se contrapõem aos ataques e bloqueios navais contra embarcações que atravessam o estreito de Ormuz – o que tem feito subir os preços da energia e intensificado as pressões inflacionistas.
Se as hostilidades tiverem mesmo ficado em suspenso e as duas partes não retomarem os ataques mútuos, as cotações poderão continuar a descer esta semana, aliviando também os preços nos postos de abastecimento de combustíveis. A interrupção nas hostilidades acontece apesar de as disrupções no Mar Vermelho continuarem, com os Houthis - grupo armado do Iémen apoiado por Teerão - a atacarem uma série de petroleiros que transportavam crude da Arábia Saudita.
A beneficiar da pausa nos ataques está o ouro, que segue em alta com o atenuar de receios em torno de um aumento da inflação global. O metal amarelo segue a somar 1,12% para 4.097,22 dólares por onça.
(Notícia atualizada às 07:54 com novas cotações)