Fábia Oliveira
Em Quem Ama Cuida, Brigitte apresenta comportamentos que remetem a transtornos psiquiátricos; especialistas explicam o caso
13/07/2026 12:51

A atriz Tatá Werneck vem chamando a atenção na novela Quem Ama Cuida, da TV Globo. Na trama, ela dá vida à personagem Brigitte, uma mulher que apresenta comportamentos que remetem a transtornos psiquiátricos complexos. As atitudes da jovem acenderam o alerta e chamaram a atenção de especialistas e telespectadores.
Transtornos diferentes
Profissionais da área da saúde mental apontaram a importância de diferenciar a erotomania, também conhecida como síndrome de Clérambault, e o transtorno de personalidade borderline (TPB). Essas são condições que, embora possam envolver relacionamentos afetivos conturbados, possuem características e tratamentos completamente distintos.
A erotomania é um transtorno delirante raro em que a pessoa acredita, de maneira inabalável, que alguém está apaixonado por ela. Na maioria dos casos, esse suposto admirador é alguém considerado inacessível, como uma celebridade, uma autoridade ou uma pessoa de maior prestígio social.
Segundo o psiquiatra Ciro Jorge, esse delírio não desaparece simplesmente quando a pessoa é confrontada com a realidade. “Não se trata de imaginação ou fantasia consciente. É uma condição psiquiátrica rara que precisa de avaliação especializada e tratamento adequado.”
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Brigitte, personagem de Tatá Werneck
Reprodução/TV Globo

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Brigitte, personagem de Tata Werneck em Quem Ama Cuida
Reprodução/TV Globo

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Tatá Werneck
Instagram/reprodução

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Tatá Werneck

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Terra e Paixão: Anely se torna suspeita da morte de Nice
Reprodução/Globo

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Tata Werneck.
Reprodução/Globo.
Borderline
Já o transtorno de personalidade borderline tem como principal característica a intensa instabilidade emocional. Pessoas com TPB costumam vivenciar relacionamentos marcados por oscilações entre idealização e desvalorização, apresentam medo intenso de abandono, impulsividade e dificuldades para regular emoções.
Segundo a psiquiatra Juliana de Paula, outro ponto importante é que nenhum desses diagnósticos pode ser feito apenas pela observação de comportamentos retratados em uma novela ou nas redes sociais.
“O diagnóstico depende de uma avaliação clínica detalhada realizada por um psiquiatra, considerando histórico, sintomas e critérios técnicos estabelecidos pela medicina”, disse.
Para os especialistas, as novelas podem desempenhar um papel relevante na conscientização da população, desde que estimulem o debate responsável e combatam estigmas. O tratamento precoce, aliado ao acolhimento familiar e ao acompanhamento contínuo, permite que muitos pacientes tenham uma melhora significativa na qualidade de vida e no controle dos sintomas.