Segundo o presidente da ACA, Bruno Pinheiro, devido ao comprometimento do serviço, muitos consumidores optaram por não ir ao comércio na região central de Manaus pelo receio de não conseguir voltar para casa.
"Hoje também o movimento no Centro de Manaus foi um movimento bem menor que o natural, principalmente pela instabilidade. O cliente vinha ao centro, efetuava a compra e talvez tenha dificuldade de retornar para casa", afirmou.
O presidente da associação também ressaltou que a paralisação trouxe dificuldades para comerciantes e funcionários retornarem para casa.
"Nós temos diversos relatos que às 21h diversos trabalhadores estavam nos terminais de ônibus, tentando retornar para sua casa".
Segundo a determinação, devem permanecer em circulação 80% dos rodoviários e veículos entre 6h e 9h e das 17h às 20h. Nos demais horários, o percentual mínimo é de 50%.
Caso a determinação seja descumprida, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) estará sujeito a multa de R$ 120 mil por hora.
Ônibus em circulação no início da noite desta terça-feira (21) em Manaus; frota opera com número de veículos reduzido. — Foto: Jacqueline Nascimento/g1 AM
Aulas municipais seguem normais; universidades adotam formato remoto
A paralisação do transporte coletivo não afetou o funcionamento das escolas municipais de Manaus nesta terça-feira, segundo a Secretaria Municipal de Educação (Semed). De acordo com a pasta, as 520 unidades da rede funcionam normalmente, com atividades pedagógicas mantidas.
A Semed informou que a maioria dos estudantes está matriculada em escolas próximas às residências, o que reduz o impacto da falta de ônibus no deslocamento dos alunos.
Já a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) adotaram atividades remotas nesta terça-feira para servidores e estudantes das unidades localizadas em Manaus.
A UEA informou que a medida vale para servidores administrativos, já que a instituição está em período de recesso acadêmico. A Ufam autorizou atividades acadêmicas de forma remota nas unidades da capital devido às dificuldades de deslocamento provocadas pela paralisação do transporte coletivo.