Onda de calor na Europa terá provocado pelo menos 14 mil mortos

A onda de calor que atingiu a Europa no final do mês de junho terá causado pelo menos 14 mil mortes, de acordo com uma análise publicada esta semana pelo jornal Politico.

A partir de dados dos seis países mais atingidos pela onda de calor (França, Bélgica, Alemanha, Espanha, Países Baixos e Reino Unido), o Politico estimou em cerca de 14 mil as mortes em excesso provocadas pela onda de calor durante a segunda metade do mês de junho — isto é, morreram mais 14 mil pessoas do que seria expectável para aqueles países e para aquela altura do ano.

De acordo com os dados citados pelo Politico, o número de mortes em excesso em França terá ficado em torno das 2.025 pessoas, enquanto na Bélgica se estima terem morrido mais 1.747 pessoas do que seria expectável. Na Alemanha este valor terá chegado aos 6.800, enquanto no Reino Unido alcançou os 2.200. Nos Países Baixos foram 480 as mortes em excesso e em Espanha 812.

Estes dados têm origem em fontes diferentes, incluindo entidades nacionais oficiais e estimativas de cientistas dos vários países.

Paralelamente, o serviço de monitorização da mortalidade do Centro Europeu para o Controlo e Prevenção de Doenças revelou que, nos 27 estados-membros, se registaram 10.650 mortes em excesso entre os dias 22 e 28 de junho — a semana mais crítica da onda de calor.

“É muito plausível que estes números estejam principalmente relacionados com o calor”, disse ao Politico o cientista Lasse Skafte Vestergaard, do instituto público dinamarquês onde está sediado o serviço de monitorização da mortalidade.

Não há outras explicações óbvias ou ameaças de saúde pública atualmente na Europa que possam explicar isto”, acrescenta-se.

No final de junho, as temperaturas em muitos países da Europa Central e do Norte chegaram aos 40°C. Os cientistas têm afirmado que a onda de calor foi intensificada devido aos efeitos das alterações climáticas, particularmente o aquecimento do planeta provocado pela ação humana.