A Federação Alemã de Futebol (DBF) convocou, para o final da manhã desta sexta-feira, uma conferência de imprensa na qual colocou um ponto final no 'mistério', ao apresentar Jurgen Klopp como o novo selecionador nacional, na sequência da demissão de Julian Nagelsmann, que não resistiu a um Campeonato do Mundo aquém das expetativas.
Aos 59 anos de idade, o treinador está, desta maneira, de volta aos bancos de suplentes, dois anos depois de ter abandonado o leme do Liverpool e colocado esta carreira em 'stand by', para assumir o cargo de diretor desportivo geral da Red Bull, coordenando a ação de clubes como o Leipzig, o Bragantino ou o New York City FC.
O timoneiro natural de Estugarda assinou um contrato válido até ao final do Mundial de 2030, que entrará em vigor a partir do próximo dia 15 de agosto, o que significa que já será o próprio a elaborar a lista de jogadores convocados para a primeira pausa para competições internacionais da nova temporada desportiva de 2026/27.
A estreia no cargo terá lugar em setembro, na dupla jornada de abertura da fase de grupos da Liga das Nações, na qual a Mannschaft vai medir forças com Países Baixos (no dia 24, na Johan Cruyff Arena, em Amesterdão) e Grécia (apenas três dias depois, na WWK Arena, em Augsburgo).
"Há muita coisa a passar-me pela cabeça..."
Nas primeiras palavras prestadas enquanto novo selecionador alemão, Jurgen Klopp foi perentório: "Estou encantado. É uma grande honra estar aqui sentado. Há muita coisa a passar-me pela cabeça. Eu tinha uma certa ideia do quão grande seria este trabalho, mas era inimaginável para mim alguma vez isto acontecer".
"A assinatura do contrato faz com que este seja um dia muito, muito especial para mim. Gostaria de agradecer a todos aqueles que estiveram envolvidos, e estou feliz por estar terminado. Vamos precisar de vocês, neste caminho que vamos percorrer", afirmou, em declarações reproduzidas pela estação televisiva germânica Sky Sport.
"Não queremos deixar nada ao acaso. A minha principal tarefa é ajudar a principal seleção nacional, e isso só funciona se for feito um bom trabalho ao nível da formação. A sensação é de que deveríamos fazer como Espanha, numa determinada área, ou como França, noutra, mas queremos que as outras nações digam, no futuro, que querem fazer como a DFB", acrescentou.
"Jurgen Klopp é a melhor solução"
Bernd Neuendorf, presidente da DFB, sentou-se ao lado de Jurgen Klopp, nesta cerimónia, e explicou a aposta: "Tivemos uma reunião conjunta, esta manhã, 26 dias depois da amarga eliminação do Campeonato do Mundo, contra o Paraguai. Posso informar-vos que houve um voto unânime em Jurgen Klopp".
"Ficamos satisfeitos por apresentar Jurgen Klopp como novo selecionador nacional. Os treinadores-adjuntos são Peter Krawietz, Pepin Lijnders e Sven Bender. Estamos convictos de que Jurgen Klopp é a melhor solução, e foi por isso que mantivemos várias discussões e avançámos com a contratação, nas últimas semanas. As conversas pessoais com Jurgen Klopp confirmaram a nossa decisão", apontou.
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