Número de mortos nos sismos na Venezuela ultrapassa os 5.000

Os dados foram divulgados pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, que indicou também que o número de feridos se mantém nos 16.740.

O número de desalojados mantém-se nos 17.907, de acordo com a contagem divulgada na conta da rede social Telegram de Rodríguez, que é também irmão da presidente interina Delcy Rodríguez.

As autoridades, segundo o mais recente relatório, prestaram assistência a 128.324 famílias afetadas pelos sismos de magnitude 7,2 e 7,5, enquanto 21.235 pessoas estão em 107 acampamentos temporários.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Entre os mortos, há pelo menos 120 portugueses e lusodescendentes, e outros 50 estão desaparecidos.

Desde 24 de junho, foram registados 1.331 tremores de terra. Na manhã de 10 de julho ocorreu o tremor mais significativo, de magnitude 3,9, a 10 quilómetros de Naiguatá, no estado de La Guaira, a zona mais afetada pelo sismo duplo.

O tremor secundário de há uma semana causou o pânico entre a população e levou à evacuação de edifícios como medida de precaução.

No passado fim de semana, o Governo anunciou o início de um censo para determinar o número de casas necessárias, embora estime que o número possa chegar às 25.000.

O Parlamento venezuelano aprovou na terça-feira um projeto de reforma da lei para acelerar a construção de habitações no país após os sismos.

O primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional, Pedro Infante, explicou que esta alteração à Lei contra a Fraude Imobiliária, que necessita de passar por um segundo debate para aprovação final, visa garantir melhores condições com segurança jurídica e capacidade de financiamento para que o setor privado possa iniciar um "processo agressivo" de construção de habitação.

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