Segundo a Polícia Civil, a investigação concluiu que Vilmar morreu de causas naturais e, por isso, o caso foi arquivado.
Segundo testemunhas, a morte foi identificada por outros pacientes e acompanhantes que também aguardavam atendimento.
"Apalpei ele no pescoço e vi que não tinha mais pulso. Logo eu alarmei, falei 'ó, tá morto'. Veio um profissional [da UPA] e disse que não estava morto, entrou e ficou por lá", relatou a enfermeira Mayela Lima, que estava no local em busca de atendimento para a filha.

Homem morre sem receber atendimento em UPA do DF
Outra imagem mostra o momento em que uma equipe da Polícia Militar do DF isola a área – ainda com o corpo na cadeira de rodas (veja acima).
Após a repercussão do caso, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal determinou a abertura de uma sindicância para apurar as circunstâncias da morte.
O secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante, afirmou, à época, que informações preliminares apontavam que Vilmar “costumava pernoitar no local”.
A UPA do Recanto das Emas é administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), entidade criada pelo governo do Distrito Federal.
Paciente morre em UPA do Recanto das Emas, no DF — Foto: Reprodução
Homem não tinha ficha de atendimento aberta
Segundo o Iges-DF, Vilmar não tinha ficha de atendimento aberta na UPA no dia da morte e não havia passado pela classificação de risco nem por avaliação assistencial.
Em nota divulgada em 21 de junhio, a Secretaria de Saúde disse que não seria "admitido e nem aceito qualquer indício de omissão ou ausência de atendimento a qualquer cidadão que busque assistência em nossa rede de saúde".
"Embora [o paciente] não tenha sido registrado como paciente da unidade no momento do ocorrido, é fundamental esclarecer todos os fatos e verificar se os protocolos adotados foram adequados", afirmou a pasta.
Vilmar Pereira da Silva morreu em UPA do DF — Foto: Reprodução
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