"O referido cidadão consta da lista de indivíduos procurados pelo Sernic, por fortes indícios de envolvimento, consubstanciados por abundante prova material, na prática de diversos crimes graves, destacando-se homicídios, violações de mulheres, roubo agravado com recurso a armas de fogo e a execução de mais de dez casos de rapto na cidade e província de Maputo", lê-se num comunicado do órgão.
Em causa está a morte de um suspeito na sequência de uma operação policial realizada na noite de sábado no interior de um bar em Xinavane, distrito da Manhiça, província de Maputo, no sul de Moçambique.
Na mesma nota, o Sernic adianta que o suspeito residia na vizinha África do Sul desde 2021, alegando que entrava em Moçambique para praticar raptos e que a sua deslocação ao país este mês tinha como objetivo preparar o rapto do filho de um empresário na cidade de Maputo, no sul do país.
"A operação foi desencadeada em cumprimento de vários mandados judiciais de captura, emitidos no âmbito de processos-crime em que é arguido", refere a polícia de investigação, acrescentando que o suspeito acabou por ser morto a tiro durante a intervenção.
O Sernic informou ainda que foi instaurado um processo-crime para investigar e esclarecer as circunstâncias da morte e proceder ao apuramento de eventuais responsabilidades criminais.
Amplamente divulgado através de vídeos amadores que mostram o incidente, o caso ocorreu no interior de um bar, quando pelo menos sete agentes, incluindo três elementos fardados da Unidade de Intervenção Rápida da Polícia da República de Moçambique (PRM), tentavam neutralizar e deter o suspeito.
Segundo as imagens divulgadas, o homem, já manietado pelos agentes, oferecia resistência quando um elemento à paisana recorreu à arma de fogo que transportava e efetuou vários disparos à queima-roupa, perante o pânico e a fuga de outros clientes que se encontravam no estabelecimento.
O Ministério Público prometeu hoje investigar o caso e o Comando-Geral da PRM confirmou ter aberto uma investigação à operação, admitindo "indícios de excesso de zelo" por parte dos agentes e descrevendo a vítima como um indivíduo perigoso, suspeito, entre outros crimes, de envolvimento em homicídios e raptos.
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