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As ações da Mitre (MTRE3) estão operando em forte queda nesta segunda-feira (13), após a incorporadora divulgar a prévia operacional do segundo trimestre de 2026. O mercado reagiu aos indicadores mais fracos apresentados pela companhia, que registrou recuo nas vendas, aumento dos cancelamentos de contratos e desaceleração no ritmo de comercialização dos imóveis.
Por volta das 13h, as ações da Mitre caíam 5,41%, negociados a R$ 3,15.
Entre abril e junho, a Mitre não realizou novos lançamentos e concentrou sua estratégia na venda do estoque já disponível. Nesse cenário, as vendas líquidas somaram R$ 198,3 milhões, queda de 31,9% em relação ao mesmo período do ano passado e de 39,7% frente ao primeiro trimestre de 2026. Já as vendas brutas alcançaram R$ 243,5 milhões, enquanto os distratos cresceram 60,5% na comparação anual, para R$ 45,3 milhões.
O que pressionou as ações da Mitre (MTRE3) no 2T26?
Outro indicador que chamou a atenção do mercado foi a velocidade de vendas (VSO), que mede a proporção do estoque comercializada em determinado período. No segundo trimestre, o índice ficou em 9,2%, abaixo dos 15,3% registrados um ano antes, indicando um ritmo menor de absorção dos empreendimentos disponíveis.
Em unidades, a companhia vendeu 122 imóveis no trimestre, uma retração de 64,5% em relação ao segundo trimestre de 2025.
Ao final de junho, o estoque da Mitre totalizava R$ 1,95 bilhão em valor geral de vendas (VGV), alta de 20,9% na comparação anual. Em relação ao primeiro trimestre, porém, houve redução de 9,4%, refletindo a ausência de novos lançamentos no período.
Apesar do desempenho mais fraco entre abril e junho, o primeiro semestre apresentou um cenário diferente. A companhia lançou R$ 916,9 milhões em VGV, avanço de 195,3% sobre os seis primeiros meses de 2025, impulsionado pelo empreendimento NAEEM, em Pinheiros, o maior lançamento da história da incorporadora.
No acumulado do semestre, as vendas líquidas atingiram R$ 527 milhões, queda de 14,4% na comparação anual.
No comunicado, a Mitre (MTRE3) atribuiu o desempenho do trimestre ao aumento do tempo médio para assinatura dos contratos pelos clientes e ao elevado número de feriados no primeiro semestre, fatores que, segundo a empresa, reduziram o ritmo das vendas. Ainda assim, a incorporadora afirmou que manteve um volume de comercialização considerado saudável e destacou que o empreendimento lançado no início do ano já comercializou 53,1% de suas unidades.