Militar da FAB é alvo da polícia por induzir adolescente a se automutilar pela internet em RR
Foram apreendidos um celular e equipamento de armazenamento na casa do suspeito, um soldado de 22 anos, em Boa Vista. Investigação começou após denúncia de organização à PF.
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A Polícia Civil cumpriu mandado de busca contra um soldado da FAB de 22 anos nesta sexta-feira (24), em Boa Vista. Ele induzia uma adolescente à automutilação.
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Durante a ação, policiais apreenderam um celular e um dispositivo de armazenamento para perícia. O militar investigado responde ao processo em liberdade.
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Investigação começou após alerta internacional à PF em 2025. O processo agora tramita em sigilo na 2ª Vara do Tribunal do Júri e da Justiça Militar.
Polícia faz buscas contra militar da FAB por induzir jovem de 13 anos a se automutilar em Roraima. — Foto: Divulgação/PCRR
A Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão contra um soldado da Força Aérea Brasileira (FAB) de 22 anos nesta sexta-feira (24), em Boa Vista. Ele é investigado por induzir uma adolescente de 13 anos à automutilação pela internet. A vítima mora em Americana (SP).
Os policiais apreenderam um celular e um dispositivo de armazenamento de dados na casa do suspeito, localizada no bairro Cauamé. Os equipamentos vão passar por perícia técnica. O militar responde ao processo em liberdade.
O g1 solicitou um posicionamento da FAB, mas não teve retorno até a última atualização da reportagem.
A investigação, conduzida pela Delegacia Geral de Homicídios (DGH), começou após um alerta do Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas, uma organização internacional de proteção à infância. Um relatório com a denúncia foi enviado à Polícia Federal (PF) do Brasil, em setembro de 2025.
Com o avanço do caso, os investigadores descobriram que o soldado trocava mensagens diretas com a vítima por meio da rede social Instagram. Nas conversas, ele incentivava a jovem a se machucar.
"O cumprimento do mandado de busca e apreensão e a perícia dos equipamentos eletrônicos são medidas fundamentais para reunir elementos que contribuam para o completo esclarecimento dos fatos", afirmou o delegado Thiago Alexandre, responsável pela ação.
Por envolver um crime contra a vida, o caso saiu da Vara de Crimes Contra Vulneráveis e passou para a 2ª Vara do Tribunal do Júri e da Justiça Militar da capital. O processo tramita sob sigilo.

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