Messi, a incontornável figura da final do Mundial

Nascido em Rosario, em 24 de junho de 1987, Messi chegou a Espanha em 2000, com apenas 13 anos, para fazer testes no 'Barça', e aí ficou mais de duas décadas, durante as quais se tornou homem e se transformou num dos melhores jogadores da história.

Apesar de ter vivido desde muito cedo em solo espanhol, Lionel Andrés Messi Cuccittini nunca escondeu o desejo de representar a Argentina, desde as camadas jovens, pelo que a sua carreira se dividiu sempre entre a seleção 'albi-celeste', durante muito tempo sem o sucesso que pretendia, e o clube catalão.

Na equipa principal do FC Barcelona, bateu todos os recordes, sendo o jogador com mais jogos (778), vitórias (542), golos marcados (672), assistências (275) e troféus conquistados (34), ao longo de 17 temporadas (2004/05 a 2020/21).

Se virou um ídolo para os adeptos 'culés', por outro lado foi, época após época, o maior pesadelo do Real Madrid, que, na 'era Messi', raramente encontrou soluções para se suplantar ao conjunto catalão: face aos 'merengues', somou 26 golos, muitos deles bem marcantes, e 14 assistências, em 45 jogos.

Desta forma, e pelo muito tempo que jogou em Espanha, o futebolista argentino não é indiferente a ninguém, sendo, destacadíssimo, o melhor marcador da história de 'La Liga', com 474 golos, aos quais juntou 198 assistências, em 520 jogos, para um total de 10 títulos.

Em Espanha, também venceu sete edições da Taça do Rei e outras tantas da Supertaça espanhola, e, internacionalmente, ajudou o 'Barça' a arrebatar quatro edições da 'Champions', três do Mundial de clubes e outras tantas da Supertaça Europeia.

Agora, Messi, com a camisola da sua Argentina, vai jogar contra a Espanha, o que, na sua carreira, só tinha acontecido até agora em jogos particulares, conseguindo dois golos, em três jogos, nos quais somou uma vitória e duas derrotas.

No domingo, será o seu primeiro jogo oficial com a Espanha e logo na final de um Mundial, no qual o futebolista de Rosario vai tentar conduzir a Argentina à sua quarta 'estrela', depois das conseguidas em 1978, 1986 e 2022.

Há quatro anos, já foi Messi a capitanear a equipa sul-americana, que carimbou o cetro ao bater na final a França nos penáltis (4-2), depois de 3-3 nos 120 minutos, num embate em que marcou dois golos, para um total de sete na prova, juntando ainda três assistências.

O '10' fez um grande Mundial em 2022 e, em 2026, numa competição em que festejou o 39.º aniversário, já tem ainda melhores números, somando oito golos, os mesmos do francês Kylian Mbappé, e quatro assistências, menos uma do que o também gaulês Michael Olise.

No que será a sua terceira participação numa final, Messi está a um triunfo de revalidar o título, que será o quinto pela principal seleção da Argentina, pois também venceu duas edições da Copa América e uma Finalíssima.

Ao serviço da Argentina, arrebatou igualmente o Mundial de sub-20, em 2005, nos Países Baixos, prova em que foi o melhor jogador e o melhor marcador, e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2008, disputados em Pequim, na China.

Em matéria de troféus, Messi é aliás recordista Mundial, pois além dos 34 pelo FC Barcelona e dos seis pela Argentina, também ganhou três no Paris Saint-Germain, incluindo duas edições da Ligue 1, e já vai também em três pelo Inter Miami, a Taça das Ligas (2023), a Supporters'Shield (2024) e a MLS (2025).

O argentino parte, assim, em busca, do 47.º título da carreira, sendo que um segundo Mundial o colocará, lado a lado com uma série de jogadores, no segundo lugar do ranking de vencedores, apenas atrás do 'rei' Pelé, que ganhou três (1958, 1962 e 1970).

Individualmente, e em termos de prémios do Mundial, Messi pode também conseguir a sua terceira 'Bola de Ouro' para melhor jogador da prova, repetindo 2014 e 2022, sendo que já é o único com duas, e a primeira 'Bota de Ouro', depois de ter sido segundo há quatro anos, batido por Mbappé (sete contra oito).

Para já, concluídas as meias-finais, Messi lidera as tabelas da história dos Mundiais em jogos (33), vitórias (23), golos (21), assistências (12) e, consequentemente, contribuição direta para golos (33).

Depois, basta-lhe também entrar em campo para igualar o recorde de mais finais disputadas: repetirá 2014 e 2022, para replicar o feito até agora único do lateral direito brasileiro Cafu, que esteve nas finais de 1994, 1998 e 2002.

Mais um 'pormenor', numa carreira repleta dos maiores galardões individuais, com destaque para oito triunfos na 'Bola de Ouro', para o melhor jogador do ano/época, e seis na 'Bota de Ouro', para o melhor marcador dos campeonatos europeus.