Médico preso em carro com sirene e arma disse ser assessor de deputado

São Paulo

Médico declarou, como consta no Boletim de Ocorrência registrado no 78º Distrito Policial, que era assessor do deputado Capitão Telhada (PP)

14/07/2026 11:04

, atualizado 14/07/2026 13:46

Reprodução.
Foto colorida de médico preso na Avenida Paulista, região central de São Paulo, com carro de luxo com sirene e duas armas.

O médico Douglas Ramos, preso por dirigir carro de luxo com giroflex e portar duas armas de fogo, na noite da última segunda-feira (13/7), na Avenida Paulista, região central de São Paulo, afirmou, em depoimento aos guardas civis metropolitanos (GCMs) que o abordaram, ser assessor parlamentar. Durante a vistoria no veículo, os agentes municipais também encontraram um distintivo do Poder Legislativo do estado São Paulo.

“O condutor identificou-se como Douglas Ramos, informando ser assessor parlamentar do deputado estadual Coronel Telhada e do Capitão Telhadinho, acrescentando ainda que era amigo do Comandante-Geral da Polícia Militar”, diz texto do Boletim de Ocorrência obtido pela reportagem.


Entenda o caso

  • Médico neurocirurgião, Douglas Ramos, de 69 anos, foi preso por dirigir um carro de luxo com giroflex, simulando viatura policial. Dentro do veículo, agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) encontraram duas armas e um distintivo do Poder Legislativo.
  • A abordagem foi na noite da última segunda-feira (13/7), na Avenida Paulista, região central de São Paulo.
  • Em depoimento inicial, o médico falou que dirigia em zigue-zague por estar atrasado para reunião de trabalho.
  • Ele disse que era assessor parlamentar do deputado Capitão Telhada e também do pai do parlamentar paulista, coronel Telhada.
  • O carro, um Mercedez, considerado modelo de luxo, estava com sirenes ligadas.
  • Na cintura do médico estava uma pistola calibre nove milímetros. No carro, havia um revólver calibre 357.
  • À GCM, o neurocirurgião disse que é Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), mas não apresentou documentação das armas.

O Metrópoles questionou a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e o deputado Capitão Telhada sobre o caso e aguarda posicionamento. O ex-deputado coronel Telhada, pai do parlamentar paulista, também foi procurado. O espaço segue aberto para manifestações.

Para a Polícia Civil, o neurocirurgião, no entanto, afirmou que é especializado em traumas de guerra, mas negou que trabalhasse como assessor.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP

O caso foi registrado como localização e apreensão de veículo, posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e simulação da qualidade de funcionário.