Mediadores devem “vender uma experiência”, e não apenas um seguro de saúde

No painel “Produtos, serviços, clientes: Como ir mais longe na proteção por seguros de saúde”, na 5.ª edição do Fórum Nacional de Seguros, Ana Carvalho (Diretora-Geral da MGEN), Mario Gonzalez (Head of Markets & Solutions do Grupo Future Healthcare), Tiago Lourenço (Head of Commercial & Marketing da Asisa) e Nuno Lopes de Almeida (Country Manager da Bupa Portugal) debateram a evolução do mercado dos seguros de saúde. Prevenção, personalização da oferta e rapidez no acesso aos cuidados foram temas transversais.

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Leonor Futscher de Deus, sócia da Broseta Advogados (Seguros e Resseguros), moderou o painel que reuniu Nuno Lopes de Almeida, Country Manager da Bupa Portugal, Mario Gonzalez, Head of Markets & Solutions no Grupo Future Healthcare, Ana Carvalho, Diretora Geral na Mgen, e Tiago Lourenço, Head of Commercial & Marketing na Asisa.

Mario Gonzalez começou por destacar a transformação do setor. “As coberturas nos últimos cinco anos mudaram bastante, sobretudo depois da pandemia, e vão continuar a evoluir”, afirmou. O responsável defendeu que o seguro de saúde deve acompanhar o cliente antes, durante e depois do ato médico, e deixou um desafio aos mediadores: “é importante não vender só um produto com coberturas ou serviços, mas vender uma experiência, vender uma facilidade. O mercado vai exigir cada vez mais esse tipo de serviços holísticos.”

Nuno Lopes de Almeida sublinhou que “a prevenção deixou de ser um conceito abstrato para passar a ser o pilar central dos seguros de saúde modernos”. Na sua visão, a medicina do futuro será “cada vez mais preventiva, personalizada, participativa, precisa e preditiva”, com maior foco na antecipação dos problemas de saúde dos clientes.

Ana Carvalho apontou como um dos fatores diferenciadores da mutualista Mgen a criopreservação gratuita de células estaminais para recém-nascidos, em parceria com a Crioestaminal. “Aquilo que fizemos está completamente alinhado com o nosso ADN: democratizar o acesso a um serviço que tipicamente não está acessível a todos“, explicou. Destacou ainda a isenção de caução em internamentos após episódios de urgência nas unidades CUF e Lusíadas: “criámos uma via verde para que, numa situação de urgência, os nossos aderentes se concentrem na sua saúde.”

Tiago Lourenço destacou que os clientes valorizam cada vez mais a previsibilidade do seguro e o acesso rápido aos cuidados. “Num sinistro, ninguém quer estar preocupado com o plafond e com a gestão do mesmo”, afirmou. Para controlar custos sem comprometer a qualidade dos seguros de saúde apontou a prevenção e a gestão da rede de prestadores como fatores essenciais.

Veja aqui, na íntegra, o painel que reuniu Ana Carvalho, Mario Gonzalez, Tiago Lourenço e Nuno Lopes de Almeida.

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