A agência de notícias France-Presse (AFP) conta que foi emitida uma ordem de evacuação pela autarquia da popular península de Cap-Ferret, no sudoeste de França.
Também foram disponibilizados barcos de transporte em quatro cais, e todos os moradores foram aconselhados a sair afirmou a autarquia.
A península de Cap-Ferret está ameaçada por um incêndio de provável origem acidental que consome uma floresta a norte da bacia de Arcachon desde quarta-feira e que já queimou 8.700 hectares.
Até ao momento, não há registo de feridos, com exceção de um bombeiro.
De origem provavelmente acidental, este incêndio em França, que começou na quarta-feira ao início da tarde, obrigou, por prevenção, as autoridades a retirarem mais de 20.000 pessoas na área da floresta das Landes de Gascogne, perto da bacia de Arcachon, uma região já afetada por fogos violentos no verão de 2022.
A França já solicitou a ativação do mecanismo de proteção civil da União Europeia (UE) e vai receber rapidamente reforços aéreos europeus para combater os incêndios, incluindo dois aviões portugueses, anunciou na quinta-feira à noite o Presidente Emmanuel Macron.
"Poderemos contar rapidamente com reforços de dois aviões anfíbios Canadair da Croácia, dois aviões Air Tractor portugueses, bem como dois helicópteros de transporte pesado Black Hawk da República Checa e da Eslováquia", detalhou Macron, através da rede social X.
No sul de Itália, dezenas de fogos florestais e de vegetação, alimentados pelo vento quente, estão a causar estragos, especialmente na Sicília, onde cerca de cem habitantes e 22 pacientes de uma clínica no centro da ilha também tiveram que ser retirados na quarta-feira, segundo os bombeiros.
Em Espanha, a maioria dos habitantes retirados das suas localidades na quarta-feira à noite, após o início de um incêndio a cerca de 70 quilómetros a sudoeste do centro de Madrid, já puderam regressar às suas casas, anunciaram na quinta-feira os serviços de emergência espanhóis.
Mas, vários eixos rodoviários permaneciam cortados na manhã de quinta-feira.
Três bombeiros morreram nos últimos dias, dois em França e um em Itália.
Nesta fase, 2026 situa-se em segundo lugar em áreas queimadas em toda a UE nas últimas duas décadas de medidas, de acordo com dados de satélite do sistema Effis analisados pela AFP. Mas é o pior ano em França, e um dos piores em Espanha e em Itália.
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