Lucro líquido da Ericsson cai 12% com crise das memórias

A Ericsson registrou 4,1 bilhões de coroas suecas (US$ 422 milhões na conversão no final de junho) em seu lucro líquido no segundo trimestre de 2026, uma queda de 12% ante 4,6 bilhões de coroas suecas (US$ 474 milhões) de um ano antes, de acordo com o balanço financeiro da empresa apresentado nesta terça-feira, 14.

Entre os principais fatores para o resultado negativo estão:

  • A normalização nos registros após o mesmo período de 2025 apresentar uma receita adicional originária por conta de um acordo de licenças e patentes;
  • A necessidade de agir para reduzir o custo inflacionário em componentes, devido à crise da falta de memórias;
  • A redução em investimentos da iconectiv, vendida pela Ericsson em agosto de 2025 por US$ 1 bilhão.

O lucro operacional (EBIT) foi de 5,9 bilhões de coroas suecas (US$ 608 milhões), um recuo de 7% contra 6,4 bilhões de coroas suecas (US$ 659,5 milhões) do segundo trimestre de 2025. E a receita ficou negativa em 6%, de 56,1 bilhões de coroas suecas (US$ 5,7 bilhões) para 52,7 bilhões de coroas suecas (US$ 5,4 bilhões).

Receita da Ericsson por negócio e região

A fornecedora apresentou ainda uma queda de 8% na receita do segmento de redes móveis, de 35,7 bilhões de coroas suecas (US$ 3,6 bilhões) para 33 bilhões de coroas suecas (US$ 3,4 bilhões). Esse movimento foi puxado pelo aumento nas vendas no nordeste asiático e sudeste asiático.

A boa notícia para a Ericsson está no segmento de negócios de cloud e serviços, que registrou receita de 14,7 bilhões de coroas suecas (US$ 1,5 bilhão), um aumento de 3% contra 14,4 bilhões de coroas suecas (US$ US$ 1,4 bilhão) de um ano antes. O crescimento se deu por atualização em cores de rede na África, Europa e Oriente Médio, assim como entrega de projetos na África e Oriente Médio.

Por outro lado, o segmento de empresas registrou uma queda de 19%, na receita, caindo de 5,5 bilhões de coroas suecas (US$ 566 milhões) para 4,5 bilhões de coroas suecas (US$ 463 milhões), um impacto direto da saída da iconectiv.

Por região, as América tiveram 19,8 bilhões de coroas suecas (US$ 2 bilhões) em receita no segundo trimestre de 2026, uma redução de 5% contra 18,8 bilhões de coroas suecas (US$ 1,9 bilhão). A unidade que considera as regiões de Europa, Ásia e Oriente Médio teve resultado igual com 16,3 bilhões de coroas suecas (US$ 1,6 bilhão).

Com queda de 2%, a receita da região que inclui Sudeste Asiático, Oceania e Índia passou de 5,5 bilhões de coroas suecas (US$ 566 milhões) para 5,4 bilhões de coroas suecas (US$ 556 milhões). E o nordeste asiático teve uma inflexão mais modesta, 1%, de 3,8 bilhões de coroas suecas (US$ 391 milhões) para 3,7 bilhões de coroas suecas (US$ 381 milhões).

Próximo trimestre

Em carta aos acionistas, o CEO e presidente da companhia, Börje Ekholm, afirmou que espera por uma pressão nos preços para o próximo trimestre na divisão de redes móveis devido ao alto volume de projetos de rede em desenvolvimento. Em contrapartida, as vendas em redes e nuvens deverão ser mais altas que a média do terceiro trimestre nos últimos três anos.

Imagem principal: CEO e presidente da Ericsson, Börje Ekholm (divulgação)

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