Jair Ventura em entrevista coletiva depois de Vitória x Vasco — Foto: Reprodução/TV Vitória
Em entrevista coletiva após a partida, o técnico Jair Ventura comemorou o 50º jogo no comando do Vitória. Foi o 26º resultado positivo, com oito empates, 16 derrotas e 57,3% de aproveitamento. O bom resultado chega depois de o time ter evitado uma intertemporada mais pesada.
Presente para nós mesmos, 50 jogos hoje com a camisa do Vitória. Uma marca expressiva no futebol brasileiro, estamos aqui há dez meses. Voltamos do jeito que terminamos, dando alegria para a torcida".
- Quando tem preparação não tem certo e errado. A gente abdica de grandes jogos na preparação para ter mais tranquilidade física e menos desgaste nas competições. Outras equipes optaram por jogos mais pesados para chegar mais prontos. A gente correu esse risco. Primeiro tempo mostra isso, Vasco inicia melhor. Final do jogo a gente toma as rédeas da partida. Terminamos com muitas oportunidades. Segundo tempo eles dão uma melhorada no jogo, mas treinamos bastante o encaixe de marcação nesses 19 dias - detalhou o técnico.
"Numa pressão alta a gente consegue o gol da vitória, importante para nos deixar na parte de cima da tabela".
Renato Kayzer em Vitória x Vasco — Foto: Victor Ferreira/EC Vitória
Frutos do trabalho
Para além da partida contra o clube carioca, Jair Ventura voltou a falar sobre o longo trabalho pelo Rubro-Negro. Depois de salvar o Vitória do rebaixamento em 2025, o técnico se credenciou a continuar no clube e colheu frutos desta manutenção, como a conquista do título do Nordeste e a classificação sobre o Flamengo, na Copa do Brasil.
- Parece que o treinador não tem direito de trocar uma equipe por outra, mas tem direito de ser demitido. Acho que a longevidade é o melhor, é importante, é só olhar como o Palmeiras joga com Abel. Hoje conseguimos voltar com a mesma equipe que jogou a final [Nordeste], até mesmo o Jamerson na direita. E com novas peças ganhamos alternativas, o Brítez jogou de lateral no segundo tempo. Essa variedade me dá opções para usar, e a longevidade me dá confiança para fazer essas mudanças. É uma dor de cabeça boa ter atletas qualificados em todas as posições - disse o técnico.
Jair Ventura e seus comandados agora têm pela frente um compromisso pelo jogo atrasado da quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Nesta quinta-feira, a equipe baiana visita o Botafogo, no Nilton Santos, às 19h30 (horário de Brasília).
Veja outros trechos da entrevista coletiva de Jair Ventura
Mudanças
- Se eu venho para cá dizer que perdi Matheuzinho por uma virose vira discurso de perdedor. Foram 19 dias treinando com o Zé [Vitor], ele sai no primeiro tempo. Bom que nesses 19 dias também pude treinar outras possibilidades. Tive tranquilidade para colocar os reforços no jogo. Reforços que qualificaram o elenco.
Jogar fora de casa
- Nem jogamos ainda fora de casa, calma. Temos que jogar fora de casa primeiro. É uma coisa que me incomoda, todo mundo está cansado de saber. Mas a gente é o terceiro melhor mandante, hoje vencemos em casa. Não posso tirar esse mérito também. Deixa chegar o próximo jogo para você me cobrar. Internamente a gente se cobra bastante, não estamos satisfeitos por não vencer fora de casa.
Primeiro turno no meio da tabela
- Falo muito da importância de vencer em casa, somos mandantes muito fortes. Próximo jogo é o último do turno e fora de casa. Espero poder vencer para encerrar bem. Sabemos que é difícil jogar lá [contra o Botafogo], conheço bem o clube, fiquei dez anos lá. Mas espero poder quebrar essa sequência fora de casa.
Diego Tarzia
- Nossa ideia era que ele fizesse a mesma função do Matheuzinho, jogar como um dez clássico, solto. Ele fez um bom jogo, ele que rouba bola do gol. Gostei. Voltou para recompor. Foi uma alternativa que treinamos nesses 19 dias, conseguimos treinar, criar alternativas. A gente teve uma dificuldade maior para essa partida porque não tinha referência do Vasco, é um treinador novo, fomos pesquisar sobre ele em outros clubes para entender as características. Esse gatilho de pressão já era para ter funcionado no primeiro tempo, mas ficamos felizes pela Vitória importante.
Renê e Kayzer
- Esse é o segredo de nossa gestão. Essa briga é muito boa, no amistoso um fez três gols, o outro fez dois. Eu fico no banco só esfregando as mãos. Essa competitividade interna é muito boa para nós, saber que um acelera o outro. É uma dor de cabeça boa, me deixa feliz.
Tempo para treinar e fazer algo diferente fora de casa
- Aproveitar esse tempo de treinamento maior, estudar nosso adversário. Depois do Botafogo volta loucura, já ficamos no Rio para viajar e jogar contra o Remo. Queremos aproveitar isso para encerrar logo essa sequência sem vencer fora no Brasileiro.
Mudanças no elenco
- Faz parte. Gratidão a todos que saíram, todos foram importantes comigo. Mas essas coisas acontecem, essa reformulação. Pochettino era importante no Fortaleza e acabou saindo. Brítez era o capitão. É agradecer quem saiu, todos saíram pela porta da frente. Tenho certeza que se for jogar contra eles vamos nos abraçar, o respeito e a gratidão continua. Desejar boa sorte nos novos desafios de quem saiu.
Reforços
- Gostei. O Brítez jogou menos tempo e o Pochettino entrou de surpresa já no começo. É um jogador muito inteligente, fico feliz pela estreia deles. Agora é com eles, quem performar mais vai ganhar mais minutagem. Quem performar menos vocês vão ver menos nos jogos.
Jamerson
- Estou gostando, tem sido importante. Segurou a posição mesmo jogando de perna trocada. Quem estiver bem, vai jogar. Mateus Silva precisa de ritmo, de treino. Fabiano também não chegou em sua melhor forma. Então temos essa opção, é bom para a gente. Ele acabou errando uma jogada que quase sai gol dos caras, mas no geral fez um bom jogo mesmo com pé trocado.
Fabri
- Nós perdemos o Renzo [López] em fim de contrato e ficamos sem o terceiro nove. Hoje temos o Fabri e o Osvaldo para fazer essa função com características diferentes. Fabri tem velocidade e Força. Me dá opção. Se os caras estão mais recuados, posso usar o Osvaldo. Com eles mais lançados ao ataque, tenho o Fabri para atacar o espaço. Ele faz isso muito bem, espero que ele possa ter mais regularidade para ser mais visto dentro de campo.