O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão declarou esta sexta-feira, após mais uma noite de bombardeamentos norte-americanos, que qualquer país que "participe, coopere ou preste apoio" aos Estados Unidos será considerado responsável e enfrentará retaliações.
"Qualquer participação, cooperação ou assistência na prática de uma agressão contra o Irão implicará a responsabilidade internacional das partes envolvidas", afirmou Abbas Araghchi.
O responsável acrescentou que o Irão "se reserva o direito de tomar todas as medidas necessárias no âmbito da legítima defesa". O ministro considerou também como um "precedente inflamatório" a intenção de Donald Trump de utilizar fundos iranianos congelados para indemnizar os danos causados aos navios atingidos no Golfo.
Os mais recentes ataques norte-americanos atingiram o quartel-general da Marinha da Guarda Revolucionária iraniana, no norte do Irão, sem causar vítimas, segundo as autoridades locais.
"Esta manhã, o quartel-general das forças navais do Corpo da Guarda Revolucionária em Zibakenar (cidade a 350 quilómetros de Teerão) foi alvo de projéteis do inimigo norte-americano, tendo causado danos em alguns equipamentos", declarou um responsável iraniano.
O Comando Militar dos EUA para o Médio Oriente (Centcom) especificou ter atacado “centros de comando militares iranianos, instalações de armazenamento de drones, redes de comunicação, instalações de vigilância costeira e meios marítimos”.
Irão reivindica ataques com drones no Bahrein e na Jordânia
O Irão disse entretanto ter atacado com drones instalações utilizadas pelo Exército norte-americano no Bahrein e na Jordânia, em resposta aos bombardeamentos contra o seu território pela 13.ª noite consecutiva.
"Esta manhã, drones kamikaze Arash atacaram os reservatórios de combustível, os grandes armazéns de material, os silos e os quartéis das forças do Exército terrorista norte-americano na base aérea de Isa, no Bahrein", avançou Teerão num comunicado divulgado pela televisão estatal.
Também um hangar na base aérea de Al-lAzraq, na Jordânia, foi alvo de ataques de drones iranianos.
"Os mercenários militares norte-americanos estavam ali escondidos", referiu o comunicado, acrescentando que "qualquer ação que ameace os interesses legítimos e legais da nação e o sistema sagrado da República Islâmica do Irão prejudicará a segurança e os interesses económicos de outros países da região".
c/ agências