Irã ataca países do Golfo após nova ofensiva dos EUA e amplia tensão na região | G1

  • ter destruído um centro de comando e controle e hangares de drones na Jordânia, aliado dos EUA
  • atacado um radar americano no Kuwait
  • atacado plataformas de apoio e reabastecimento de porta-aviões americanos em Omã
  • destruído um centro de manutenção de jatos e uma instalação de comando no Catar

Autoridades dos Emirados Árabes Unidos disseram que seus sistemas de defesa interceptaram mísseis e drones provenientes do Irã, mas depois confirmaram que as ameaças detectadas estavam fora das fronteiras do país. Sirenes de alerta soaram no Bahrein.

O governo do Catar confirmou a interceptação de mísseis e informou que três pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas por estilhaços provenientes do ataque. Também condenou os ataques de Teerã aos países vizinhos, classificando-os como uma "grave escalada que complica os esforços para conter as tensões na região".

Segundo a agência de notícias estatal da Jordânia, três mísseis disparados de território iraniano causaram danos materiais leves e nenhuma vítima.

Ataques ocorrem após ação dos EUA e tensão em Ormuz

Imagem divulgada pelas Forças Armadas dos EUA mostra míssil sendo disparado em ataque contra o Irã — Foto: Comando Central dos EUA/Divulgação via REUTERS

Os ataques representam uma escalada acentuada da tensão na região.

Neste sábado (11), o Comando Central das Forças Armadas norte-americanas afirmaram ter atingido 140 alvos militares iranianos, de um total de mais de 300 durante três noites de ataques, "para prejudicar a capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e embarcações comerciais que transitam livremente pelo estreito".

"O Irã fez uma má escolha. Agora está pagando o preço", escreveu o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, na rede social X.

A mídia estatal iraniana noticiou explosões no sul do país, nas cidades de Bandar Abbas, Sirik e Jask, na ilha de Qeshm, e também na província do Khuzistão, na fronteira com o Iraque. Não houve relatos imediatos de vítimas.

De acordo com as agências de notícias Mehr e Tasnim, citando uma autoridade local, a ofensiva dos EUA matou um soldado:

"O tenente Hamidreza Dehghani, da Marinha das Forças Armadas da República Islâmica, foi martirizado durante o ataque terrorista criminoso realizado ontem à noite pelos Estados Unidos ao porto de Jask".

Após esses bombardeios, o Irã afirmou ter fechado o Estreito de Ormuz e ter disparado tiros de advertência contra embarcações.

"Várias embarcações tentaram seguir uma rota não autorizada e ignoraram nossos avisos e sinais. Uma embarcação que comprometeu a segurança marítima ao desativar seus sistemas foi atingida por tiros de advertência e detida", declarou a Guarda Revolucionária, acrescentando: "O Estreito de Ormuz permanecerá fechado até segunda ordem e até a conclusão das operações dos EUA na região. Nenhuma embarcação terá permissão para passar".

Neste domingo, segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO, o ataque ocorreu a cerca de 17 km a leste da Península de Musandam, pertencente a Omã, e provocou um incêndio a bordo, obrigando a tripulação a abandonar o navio em um bote salva-vidas.

Segundo comunicado das autoridades de Omã, 23 membros da tripulação do navio GFS Galaxy foram resgatados, mas a busca por um tripulante desaparecido continua.

O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, que atua como mediador no conflito, pediu que ambos os lados para "exercerem moderação".

Negociações

Antes dos ataques iranianos aos países vizinhos, no sábado, Irã e Omã realizaram negociações sobre a guerra e a navegação em Ormuz, com a participação de uma delegação do Catar, outro país que atua como mediador.

Autoridades diplomáticas iranianas declararam "os futuros arranjos para a gestão do tráfego no Estreito de Ormuz devem ser elaborados conjuntamente pelos dois Estados costeiros", que "concordaram em continuar as discussões nos níveis político, técnico e jurídico para chegar a um consenso sobre a segurança da navegação no Estreito".