Estreito de Ormuz: Irã fecha rota e EUA lançam novos ataques | G1

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) informou, na noite deste sábado (11), que fechou o Estreito de Ormuz por tempo indeterminado, após disparar um tiro de advertência contra uma embarcação que, segundo o órgão, tentou transitar por uma rota não autorizada. As informações são da mídia estatal e foram publicadas pela Reuters.

Em resposta, os militares dos EUA disseram que lançaram uma nova rodada de ataques contra o Irã. O Comando Central dos EUA afirmou que os ataques foram realizados sob ordens do presidente Donald Trump.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural. Qualquer interrupção na navegação pela região pode provocar impactos imediatos no comércio global de energia e elevar os preços internacionais do petróleo.

Estreito de Ormuz em 9 de julho de 2026 — Foto: Reuters

Em um comunicado divulgado em X, o Comando Central dos EUA disse que um membro da tripulação civil está desaparecido. "A embarcação não pode continuar a viagem devido a um incêndio a bordo e danos significativos na casa de máquinas", diz o texto.

Segundo o comunicado da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, a embarcação foi abordada após ignorar as orientações das autoridades iranianas e tentar navegar por uma rota considerada irregular. Os militares afirmam que o navio foi detido e que nenhuma embarcação terá permissão para transitar pelo estreito enquanto a medida estiver em vigor.

Ainda de acordo com a IRGC, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado "até novo aviso" e até que termine a "interferência dos Estados Unidos" na região. O comunicado acrescenta que, caso o "inimigo" utilize o incidente como pretexto para realizar qualquer ação militar, receberá uma "resposta severa".

Preço do petróleo dispara com incerteza sobre navegação no estreito de Ormuz

Preço do petróleo dispara com incerteza sobre navegação no estreito de Ormuz

O anúncio ocorre em meio à escalada das tensões entre Irã e Estados Unidos no Golfo. Mais cedo, neste sábado (11), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, esteve em Omã para discutir medidas que garantam a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos pressionam Teerã a assumir publicamente o compromisso de manter a rota aberta e livre para o tráfego marítimo.

A viagem ocorreu um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que Washington e Teerã concordaram em continuar as negociações, apesar da escalada dos confrontos nesta semana. Ao mesmo tempo, Trump declarou que o cessar-fogo entre os dois países havia chegado ao fim.

Uma fonte iraniana disse à Reuters que representantes do Irã, dos Estados Unidos, do Catar e do Paquistão participariam de uma reunião mediada por Omã para tentar negociar o encerramento do conflito.

As conversas acontecem após uma nova escalada militar no Golfo. Três navios-tanque comerciais do Catar e da Arábia Saudita foram atacados nesta semana. Em resposta, os Estados Unidos bombardearam alvos iranianos. O Irã retaliou com ataques contra bases militares americanas em países da região. Washington também revogou, na última terça-feira (7), a licença que autorizava a venda de petróleo iraniano após os ataques contra as embarcações.