Os primeiros residentes retirados das casas devido aos incêndios florestais na região de Madrid deverão regressar a casa esta segunda-feira, "assim que as condições de segurança forem cumpridas", anunciou o presidente da câmara regional, Francisco Martín Aguirre, na noite de domingo.
Este é um primeiro sinal de melhoria, depois de uma noite de combate positiva, embora o fogo "ainda não esteja controlado".
O incêndio na Sierra del Oeste "ainda não está controlado", com "alguns focos isolados", disse Francisco Martín Aguirre.
Durante a noite, a quarta noite do incêndio, os bombeiros trabalharam para tentar estabilizar as chamas, segundo o serviço de emergência 112 da Comunidade de Madrid.
No entanto, as autoridades alertaram que as previsões para o vento, com rajadas que podem alcançar 30 quilómetros por hora, "complicarão os trabalhos de extinção esta segunda-feira", depois de terem sido controladas as frentes do incêndio durante o fim de semana. O Governo avisou ainda que o risco de incêndio será muito elevado a partir de terça-feira, com a chegada provável de uma nova onda de calor.
A agravar a situação está a previsão de muito calor esta segunda e terça-feira, o que torna as próximas horas cruciais no combate às chamas.
Portugal enviou uma equipa para ajudar as autoridades espanholas a combater os incêndios. Em declarações à RTP Antena 1, o comandante da força portuguesa, David Lobato, disse que “os trabalhos estão a decorrer favoravelmente, mas a extensão é extremamente grande”.
David Lobato explicou ainda que os meios aéreos não têm condições de segurança para atuar devido ao fumo.
Quase 75 mil pessoas foram deslocadas pelos incêndios que devastam a região em redor de Madrid e das zonas vizinhas, bem como a região de Valência, no leste de Espanha, que se juntou aos fogos de Madrid, Ávila e Toledo como as regiões mais fustigadas pelo incêndio.
Espanha está a combater um "monstro" de fogo, com um perímetro de 280 quilómetros, que se estende desde a região de Madrid até às províncias de Ávila (Castela e Leão) e Toledo (Castela-La Mancha), num total de 77 mil hectares ardidos.
O incêndio em Ávila é já considerado o pior de sempre em Espanha, tendo destruído cerca de 50 mil hectares e feito 40 mil desalojados.
Na região de Valência, em Castellon, um homem morreu e foram deslocadas pessoas de 16 localidades.
Além destes fogos em Ávila, Madrid e Toledo - que estão a ser combatidos como se fossem um só, por estarem em territórios vizinhos -, as autoridades espanholas estão a alertar para a evolução de um incêndio em Vall d'Uixó, Castellón, na região de Valência, no leste do país, que já levou a retirar de casa 16.000 pessoas e já queimou 6.500 hectares.
O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, visita esta segunda-feira a zona deste incêndio de Castellón, depois de no fim de semana ter estado em Madrid e em Ávila, onde voltou a apelar a um "pacto de estado contra as alterações climáticas".
c/agências