Hugo Motta defende uso da reciprocidade contra EUA após anúncio do tarifaço | G1

  • 🔎 O governo dos Estados Unidos confirmou a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, sigla em inglês).
  • 🔎 A medida foi adotada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo usado pelo governo americano para apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país. A medida entra em vigor em 22 de julho.

Segundo o deputado, a Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso, é um instrumento legítimo para a defesa dos interesses nacionais diante de medidas consideradas prejudiciais ao Brasil. Motta classificou as tarifas como uma ação unilateral e protecionista que ameaça empregos e afeta setores estratégicos da economia brasileira.

O presidente da Câmara também afirmou que não há justificativa técnica ou comercial para a imposição das tarifas e disse que a medida representa uma agressão ao livre comércio e à soberania do país. Ele acrescentou que a Câmara acompanhará os desdobramentos do caso e atuará na defesa do setor produtivo, dos exportadores e dos empregos brasileiros.

Segundo o USTR, o tarifaço é resultado de uma investigação que concluiu que "várias práticas do Brasil são consideradas injustificáveis e discriminatórias, restringindo a competitividade de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores americanos".

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18% das exportações brasileiras podem ser impactadas

De acordo com Rosa, o percentual tem como referência as exportações do Brasil para os Estados Unidos em 2024 e corresponde a US$ 7,4 bilhões na balança comercial entre os dois países.

Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC — Foto: Júlio César Silva/MDIC

Segundo Márcio Elias Rosa, se for considerado o ano de 2025, a participação dos setores atingidos nas exportações cai para 15%, ou US$ 5,8 bilhões.

Márcio Elias Rosa disse ainda que, conforme a análise feita pelo governo, com a nova decisão da gestão Trump, o Brasil terá, sem tarifa na pauta exportadora, 57% dos produtos vendidos aos Estados Unidos.

Conforme o ministro, 24% dos produtos estão sujeitos a uma tarifa que poderá chegar a até 50%. São itens como aço, alumínio, e alguns fabricados pelo setor automotivo.

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