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O desfile militar, que evoca a tomada da Bastilha em 1789, começa na avenida dos Campos Elísios e reúne cerca de 500 militares da chamada Coligação dos Voluntários, grupo de países que apoia a Ucrânia na guerra contra a Rússia. Atrás destes desfilam cerca de 25 militares ucranianos, de acordo com a Euronews.
Segundo a Presidência francesa, a participação das forças ucranianas pretende simbolizar uma Europa mais consciente dos desafios de segurança e da necessidade de assumir um papel mais ativo na sua defesa.
Na véspera do desfile, Emmanuel Macron afirmou que a Europa continuará a defender a liberdade e o Estado de direito. O chefe de Estado reiterou que a paz continua a ser o objetivo, mas garantiu que os países europeus estão preparados para defender esses valores, se necessário.
As celebrações decorrem sob uma vaga de calor que atinge França, levando à proibição de fogo de artifício em várias regiões e ao combate a um incêndio florestal nos arredores de Paris. Ainda assim, são esperadas dezenas de milhares de pessoas no centro da capital.
Ao final do dia, antes da meia-final do Campeonato do Mundo de futebol entre França e Espanha, será cumprido um minuto de silêncio em memória das vítimas do atentado de Nice.
A 14 de julho de 2016, um camião foi lançado contra a multidão que assistia ao fogo de artifício na cidade do sul de França, causando 86 mortos e mais de 400 feridos. O ataque foi reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico.
O desfile deste ano será o último de Emmanuel Macron enquanto Presidente da República, uma vez que termina o seu segundo e último mandato em 2027.
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