Foi libertado o homem que tinha sido detido pelo homicídio de Ann Widdecombe

A antiga ministra britânica foi encontrada morta na quinta-feira. A polícia continua a investigar o caso

O homem de 26 anos que tinha sido detido por suspeita do homicídio da ex-deputada e ministra britânica Ann Widdecombe foi libertado e já não faz parte da investigação, informou a polícia de Devon e Cornwall na manhã deste sábado.

Em comunicado, o chefe da polícia, Matt Longman, afirmou: “A nossa prioridade continua a ser identificar os responsáveis ​​e garantir que todas as provas disponíveis são minuciosamente examinadas. Os detetives continuam a realizar várias diligências como parte da investigação em curso e continuamos empenhados em esclarecer todas as circunstâncias que envolvem o incidente”.

O corpo de Ann Widdecombe foi encontrado com “ferimentos graves” pelo serviço de ambulâncias na sua casa em Haytor, Devon, às 11:40 da manhã de quinta-feira. Widdecombe, que participou num programa na TalkTV na quarta-feira, vivia em Haytor Vale, uma aldeia dentro do Parque Nacional de Dartmoor, num bungalow dos anos 70 chamado Widdecombe's Rest. 

Longman afirmou que a investigação está a "avançar a um ritmo acelerado", acrescentando: "Estamos a mobilizar todos os recursos necessários para descobrir exatamente o que aconteceu.  Apelo a qualquer pessoa que possa ter informações sobre este incidente, por mais insignificantes que possam parecer, para que se apresente e fale connosco".

A polícia também pediu às pessoas que não especulem sobre o caso nas redes sociais pois isso não só pode prejudicar a investigação como é "profundamente agustiante" para a família. 

Na sexta-feira, a polícia informou que estava à procura de um homem branco e, posteriormente, confirmou a detenção de um cidadão britânico branco de 26 anos numa morada em Newton Abbot, a menos de 16 quilómetros da casa de Widdecombe. Na conferência de imprensa de sexta-feira em Exeter, Longman afirmou que a polícia não acreditava, naquele momento, que o assassínio tivesse motivações políticas e afastou também a hipótese de terrorismo.

Na sexta-feira, diversos líderes políticos expressaram o choque com o alegado homicídio. Keir Starmer disse que era importante "superar quaisquer diferenças políticas" e concentrar-se em ajudar a investigação policial. "A Ann foi uma política distinta durante muitos e muitos anos, com muitas conquistas, e é uma perda enorme", disse.

A líder do Partido Conservador, Kemi Badenoch, disse estar "chocada" como o caso. "Para ser honesta, tenho tido muita dificuldade em encontrar as palavras certas", disse aos jornalistas. "Não consigo compreender como é que alguém pode fazer algo tão horrível a uma pessoa idosa. Foi um ataque cruel e horrível, e o meu coração está destroçado pela família dela. Uma coisa é quando alguém morre, mas saber que foi assassinado desta forma horrível é simplesmente terrível.

Ann Widdecombe foi membro de longa data do Partido Conservador, foi deputada e ministra e, mais tarde, juntou-se ao Partido da Reforma. Tornou-se membro do Partido do Brexit de Nigel Farage em 2019 e desempenhou funções de eurodeputada em representação do Sudoeste de Inglaterra em Bruxelas entre 2019 e 2020. Posteriormente, tornou-se porta-voz para a imigração e justiça da Reform UK e manteve-se ativa nos media – participou no programa TalkTV na quarta-feira, um dia antes de ser encontrada morta.