Numa noite de pouco brilho, só Froholdt fez faísca. E isso bastou-lhe para se destacar dos demais
Estádio do Dragão, Porto
Numa noite de pouco brilho, só Froholdt fez faísca. E isso bastou-lhe para se destacar dos demais
- Rui Almeida Santos
- Jornalista
Estádio do Dragão, Porto
FIGURA: Victor Froholdt (FC Porto)
Com o médio dinamarquês, a bitola é sempre a mesma: elevada. Constantemente ligado à corrente, pressionou no campo todo, recuperou várias bolas e tentou surpreender no ataque em algumas ocasiões. O motor de Froholdt ainda está a começar a carburar, mas já se nota uma diferença considerável para muitos dos companheiros.
MOMENTO: Pepê confirma a vitória (43m)
Num jogo pobre em qualidade, a organização e intensidade colocadas em campo pelo FC Porto, sobretudo na primeira parte, bastaram-lhe para superar um Aston Villa competitivo, mas privado de grande parte das suas figuras. A vitória foi carimbada com um golo de Pepê, perto do intervalo. O momento definiu o resultado, que é o que fica para a história.
OUTROS DESTAQUES:
Jan Bednarek (FC Porto): no reencontro com uma equipa que representou na época 2022/2023, o xerife do Dragão voltou a comandar o setor mais recuado do FC Porto com autoridade. Ao contrário do seu companheiro de setor, Kiwior, nunca vacilou e ainda corrigiu alguns erros cometidos pelos companheiros. Uma exibição ao seu nível.
Pablo Rosario (FC Porto): adaptado a lateral-direito, foi certinho a defender e ainda teve algumas aventuras no ataque. Voltou a comprovar a sua versatilidade, mantendo um nível exibicional muito satisfatório. Quão útil e importante é ter um jogador com estas caraterísticas num plantel.
Zaidu (FC Porto): foi dele o lançamento de linha lateral longo que resultou no golo de William Gomes, aos 5 minutos. Esteve ativo no ataque, tirou um par de cruzamentos perigosos, mas ficou ligado ao golo do empate, pela forma displicente como, ao lado de Kiwior, acompanhou a ação de Bailey no início do lance.
André Silva (FC Porto): titular no ataque, o reforço portista deu-se muito ao jogo, procurando ser solução nos momentos com bola e pressionar de forma intensa o adversário quando a equipa a perdia. Ainda se nota alguma falta de entrosamento com os companheiros, o que é natural nesta fase.
Jakub Kiwior (FC Porto): ao contrário do que é habitual, o central polaco ficou ligado a alguns dos piores momentos da equipa na primeira parte. Facilitou muito (ainda por cima em dose dupla) no lance do golo de Lynch e acumulou alguns passes errados, o que não é de todo habitual em si. Até as bancadas estranharam.
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