As escolas já receberam novos ficheiros com as classificações dos exames do secundário e os alunos terão hoje conhecimento da sua nota, com a palavra “suspenso” a ser “erradicada” das pautas, disse o representante dos diretores.
Em declarações à Lusa, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, referiu que “as escolas receberam novos ficheiros, sobretudo para colmatar aquela falha de 1.400 situações em que, em vez de aparecer um algarismo de 1 a 20, uma classificação, aparecia a palavra suspenso”.
O responsável explicou que, “durante o dia de hoje, esta situação será corrigida e os alunos terão conhecimento [da nota] de diversas formas, depende de cada escola, depende de cada diretor”, apontando que “alguns estão a telefonar aos pais, a informar da alteração”.
“Quase todos estão com o programa Inovar e os alunos, através deste programa, têm logo acesso à sua classificação”, destacou ainda.
Filinto Lima referiu que o que foi transmitido aos diretores é que “esta situação iria, de facto, terminar com os 1.400 alunos que tinham algumas provas em suspenso, e iria dar lugar a um algarismo”.
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“Penso que esta situação da palavra suspenso vai ser, de facto, erradicada das pautas, e, portanto, [para] todos os alunos, se não todos, o grosso, a situação irá ser regularizada”, salientou.
Segundo o presidente da associação, já neste sábado, “muitos diretores enviaram as provas [em] PDF para os alunos, com as respetivas classificações, para que eles possam fazer uma primeira apreciação” para que na segunda-feira possam, caso o desejem, pedir a reapreciação da prova.
Filinto Lima lembra que este é um direito de todos os alunos, salientando que acredita que estes pedidos de reapreciação devem “aumentar bastante este ano, em virtude da situação que, de facto, não foi nada pacífica”.
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“A partir da amanhã, os nossos alunos poderão, através de uma plataforma”, gozar “desse direito”, salientou, mas alertando que “se reclamarem, se pedirem a reapreciação, além de terem de pagar uma taxa, a nota pode baixar. Portanto, é bom que os alunos tenham consciência disso”.
Filinto Lima aconselhou os alunos a consultarem “rapidamente” as provas, para analisarem os resultados e tomarem uma decisão sobre um pedido de reapreciação, com o qual podem avançar na segunda-feira.
“E depois, as escolas têm que, de facto, mandar apreciar essas provas”, disse, apontando que “os alunos têm a expectativa de subir a nota”, mas que “pode haver aquela ilusão” de que a prova foi mal corrigida este ano.
“As provas não foram mal corrigidas. As provas nem foram mal classificadas”, disse, salientando que “o processo é que não ajudou”.
Segundo o Despacho Normativo n.º 3/2026, de 23 de fevereiro, que regula as provas do Ensino Básico e Secundário, os alunos têm dois dias úteis após terem acesso à prova corrigida para pedirem a reapreciação.
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A reapreciação de cada prova custa 25 euros, verba que é restituída ao requerente se a classificação subir face à inicial.
Pela primeira vez este ano, os exames nacionais do ensino secundário, realizados por 166 mil alunos, foram corrigidos em formato digital, mas o processo registou falhas técnicas desde o início, obrigando o Ministério da Educação a adiar os prazos inicialmente previstos.