Um homem de 46 anos, de nacionalidade estrangeira, foi detido na passada segunda-feira, 13 de julho, por ser suspeito da prática de dois crimes de furto, na Praia de Caxias, em Oeiras, informou a Polícia de Segurança Pública (PSP).
Em comunicado, enviado esta quinta-feira às redações, a autoridade explicou que o homem foi detido na "zona da Cruz Quebrada-Dafundo, na sequência da denúncia do furto de três telemóveis, ocorrido momentos antes na Praia de Caxias, pertencentes a duas vítimas".
Uma das vítimas conseguiu, através do serviço de geolocalização, conseguiu indicar em tempo real a localização de um dos telemóveis furtados, tendo os agentes desenvolvido "diligências com vista à localização do suspeito, inicialmente junto da Estação Ferroviária de Caxias e, posteriormente, nas imediações da Estação Ferroviária da Cruz Quebrada".
Os polícias intercetaram o suspeito nas imediações da Estação Ferroviária da Cruz Quebrada, mas o indivíduo, "ao aperceber-se da presença policial, alterou repentinamente o seu percurso e evidenciou um comportamento manifestamente nervoso".
Durante a abordagem, os agentes verificaram que o suspeito tinha sete telemóveis na sua posse, sendo que três foram "identificados como correspondentes aos equipamentos furtados às lesadas".
Posteriormente, foram apreendidos oito telemóveis de várias marcas, 860 euros em numerário, uma powerbank e um carregador magnético, duas bolsas, dois pares de auscultadores e um colar dourado pertencente a uma das lesadas.
Os três telemóveis furtados foram recuperados e entregues às respetivas proprietárias, enquanto os restantes foram aprendidos por existirem suspeitas de poderem estar relacionados com a prática de outros ilícitos criminais.
O homem tinha também na sua posse um bilhete de avião referente à sua deslocação da Argélia para Lisboa, bem como um bilhete de autocarro com destino a Paris, com partida prevista no dia da detenção.
Segundo a PSP, "estes elementos, conjugados com a ausência de residência, vínculos familiares ou profissionais em território nacional, permitiram concluir, em termos indiciários, que o suspeito se encontrava apenas de passagem por Portugal e que pretendia abandonar o território nacional imediatamente após a prática dos furtos, procurando eximir-se à ação da justiça".
Apurou-se ainda que o suspeito tinha uma indicação para regresso ao país de origem e que o respetivo título de residência em Portugal se encontrava cancelado.
Após ser presente a primeiro interrogatório judicial, o suspeito ficou sujeito à medida de coação mais gravosa, a de prisão preventiva.
Na nota, a PSP frisou que "continuará a desenvolver ações de prevenção e investigação criminal, reforçando o policiamento nas zonas balneares e de maior afluência de pessoas, com o objetivo de prevenir a prática de crimes contra o património e reforçar o sentimento de segurança da população".
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