Luciano foi morto durante uma abordagem a uma picape na rua Álvaro Maia, no bairro Alvorada. De acordo com a polícia, um dos ocupantes do veículo atirou contra o investigador. Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança e, poucas horas depois, os suspeitos foram identificados.
Segundo a Polícia Civil, o grupo era investigado havia cerca de três meses por tráfico internacional de drogas e atuava no transporte e na distribuição de entorpecentes na capital amazonense e em outros estados.
As investigações apontam que a organização utilizava rotas fluviais para trazer drogas até Manaus. Durante o monitoramento, os policiais identificaram imóveis usados para armazenar os entorpecentes e acompanharam a movimentação dos integrantes da quadrilha.
"Foi possível levantar uma rede de traficantes atuando, escoando droga de forma fluvial até a capital amazonense. Aqui, nós já estávamos conseguindo localizar todos os imóveis que eles frequentavam e guardavam os entorpecentes", afirmou o delegado Rodrigo Torres.
Quem são os presos e qual era o papel de cada um
Segundo a Polícia Civil, os cinco investigados tinham funções diferentes dentro da organização criminosa.
De acordo com o delegado Juan Valério, as equipes percorreram cerca de 1,5 quilômetro de mata para se aproximar da casa onde Rafael estava escondido. Depois, avançaram rastejando por aproximadamente 400 metros para evitar serem vistos.
Ainda segundo o delegado, o suspeito tentou fugir e atirou contra os policiais, que revidaram. Rafael foi socorrido, mas morreu no hospital do município.
Rafael e Mayara foram filmados por câmera de segurança minutos após abandonarem a caminhonete usada no crime. — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
Durante coletiva de imprensa, o comandante-geral da PM, coronel Klinger Paiva, informou que o policial já estava afastado das funções e respondia a um processo disciplinar.
"Ele já estava condenado pela Justiça com a perda da função e do porte de arma. Estava na condição de agregado, não usava farda, foi preso com uma arma particular e um veículo particular", disse.
Também foram presos Raimundo dos Santos Castro Neto, apontado como o homem que receberia a droga no momento da abordagem policial, e Mayrilane Silva da Silva, irmã de Mayara, investigada por associação ao tráfico.
Uma quinta pessoa foi presa durante a operação, trata-se de Matheus Lima Assunção. Ele foi localizado no mesmo condomínio onde estava Mayara e, segundo a polícia, estava com uma arma de fogo. As investigações apontam que Matheus foi o responsável por resgatar Mayara logo após o assassinato do investigador da PC.
Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu mais de uma tonelada de drogas em um condomínio de luxo em Manaus.
No decorrer das investigações, a Justiça também revogou a prisão domiciliar de Mayrilane Silva da Silva e decretou a prisão preventiva da investigada, após pedido do Ministério Público. Segundo a Polícia Civil, ela é considerada foragida.
"As investigações vão continuar visando elucidar todos os envolvidos", afirmou o delegado Rodrigo Torres.
Cerca de uma tonelada de droga foi apreendida com grupo envolvido na morte de investigador da Polícia Civil em Manaus. — Foto: Divulgação/PC-AM