Um filme sobre o fenómeno dos eclipses percorrerá seis freguesias de Coimbra, integrado nas iniciativas do UC Exploratório – Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra (UC) de sensibilização para a observação do eclipse solar de 12 de agosto.
A iniciativa pretende que as pessoas “possam perceber o que se passa, de uma forma educativa, solidificada, mas também com alguns cuidados do ponto de vista de saúde pública, porque há riscos evidentes com a não utilização de óculos”, disse esta quinta-feira o diretor do UC Exploratório, Paulo Trincão, na apresentação da campanha de promoção da observação segura do eclipse solar de 12 de agosto.
O filme imersivo a 360.º, 3CLIPSE -Trio de Eclipses, produzido pelo Museu Elder da Ciência e da Tecnologia, em Las Palmas, Espanha, estará em exibição no UC Exploratório, até 12 de agosto, com duas sessões diárias gratuitas.
Além de explorar como ocorrem os fenómenos, a produção aborda também a sequência dos três eclipses solares que podem ser observados na Península Ibérica em 2026, 2027 e 2028.
No dia 12 de agosto, o UC Exploratório irá disponibilizar telescópios solares para observar o fenómeno e irá transmitir também imagens do eclipse solar total.
Em Coimbra, o eclipse solar terá uma percentagem de ocultação de 98%, durará entre as 18h35 e as 20h25, com o máximo de ocultação previsto para as 19h32.
No âmbito desta iniciativa, que conta com a parceria da Câmara de Coimbra, o UC Exploratório tem 10 mil óculos para distribuir, dos quais 600 são destinados a escolas.
O vice-presidente da Câmara de Coimbra assinalou que a parceria com o UC Exploratório é “um casamento muito feliz”, realçando a necessidade de a educação sair do espaço escolar.
“A educação tem de ultrapassar aquilo que são as portas da sala de aula e temos que abraçar essa forma de educarmos”, defendeu Miguel Antunes.
O autarca destacou ainda a “longa tradição” de educação, ensino, ciência e conhecimento de Coimbra, apontando ser preciso conseguir “casar todas essas ciências” e fazer um esforço para também trazer as crianças para fora da sala de aula.
“Temos essa capacidade, essa riqueza, em Coimbra e isso torna-nos muito únicos, quase à escala planetária da forma como está. Nós temos de aproveitar, que abraçar e que ser defensores desta filosofia de Coimbra enquanto escola educadora”, referiu.