O ministro da Educação, Fernando Alexandre, garantiu esta sexta-feira, 24 de julho, que as digitalizações da segunda fase dos exames nacionais do ensino secundário "estão a decorrer com normalidade".
Numa declaração feita a partir de Braga, à margem da cerimónia de assinatura que formaliza a criação do Consórcio de Escolas de Ciências (CEC), onde marca hoje presença, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Minho, o governante começou por dizer que os responsáveis pelo processo de digitalização dos exames nacionais estão "a trabalhar" para que tudo corra melhor que na primeira fase.
"As digitalização está a decorrer com toda a normalidade. Os classificadores receberão as provas , como previsto, na segunda-feira. Penso que sem erros. Ou seja, melhorar aqui a relação com os classificadores, que são cruciais e que na primeira fase tiveram muito mais trabalho e dificuldades. Esperamos que todos os benefícios que este processo de digitalização traz - para os professores e para os alunos - seja na segunda fase totalmente aproveitado", realçou Fernando Alexandre, admitindo estar "confiante" com os próximos passos.
"Estamos, por isso, confiantes que a segunda fase vai correr com normalidade", disse, acrecentando que "há provas que já estão totalmente digitalizadas e que estão em condições de serem distribuídas, sem erros, aos professores".
Fernando Alexandre lembrou ainda que os alunos que foram agora à segunda fase de exames poderão repetir as provas em setembro e "ficarão com a melhor nota".
"Queria enfatizar isso porque, de facto, nós procuramos que nenhum aluno seja prejudicado pelas perturbações que surgiram neste processo e que possam, em condições de equidade, aceder ao ensino superior ou concluir o seu percurso no ensino secundário", assegurou.
Segundo Fernando Alexandre, na noite de quinta-feira, havia ainda "600 casos de desconformidades" - de "alunos que receberam a prova que não correspondia na sua totalidade ao seu caso - e essa é a "grande prioridade do Júri Nacional de Exames".
Perante isso, o ministro deixou a garantia que esses casos estão a ser resolvidos, "individualmente", e que "todos os alunos, no final, terão a nota justa".
"Idealmente, hoje espero que todos os casos da primeira fase fiquem resolvidos, o que significaria o atraso de uma semana em relação aos outros anos", atirou.
Antes de concluir as suas declarações, Fernando Alexandre reiterou o que tem defendido sempre até agora: "Estamos a falar de um processo completamente inovador e novo. Só os países mais desenvolvidos é que têm capacidade de o fazer".
Pedidos de reapreciação de exames aumentam 43% para 8.900
O Ministério da Educação recebeu até hoje cerca de 8.900 pedidos de reapreciação de provas do Ensino Secundário, mais 43% do que os 6.200 pedidos registados na primeira fase do ano passado.
"Com toda a incerteza que existiu" com o processo de classificação digital, houve 8.900 pedidos de reapreciação das provas, contra os cerca de 6.200 do ano passado, revelou também hoje o ministro aos jornalistas, segundo a agência Lusa, numa altura em que ainda decorre o prazo para a reapreciação de provas no caso dos alunos que receberam as classificações com atraso.
[Notícia atualizada às 11h26]
Pedidos de reapreciação de exames aumentam 43% para 8.900
O Ministério da Educação recebeu até hoje cerca de 8.900 pedidos de reapreciação de provas do Ensino Secundário, mais 43% do que os 6.200 pedidos registados na primeira fase do ano passado, anunciou hoje o ministro, Fernando Alexandre.
Lusa | 11:21 - 24/07/2026