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O fim do dia ficou marcado por uma tentativa do Ministério da Educação de responder à crise criada pela divulgação das classificações dos exames nacionais. Depois de atrasos, falhas técnicas e centenas de alunos confrontados com a menção "suspenso" em vez da nota final, o Governo veio a público garantir que nenhum estudante será prejudicado no acesso ao Ensino Superior por motivos que não lhe sejam imputáveis.
Num comunicado divulgado esta noite, o Ministério da Educação assegurou que as situações dos alunos cuja classificação continua identificada como "suspenso" estão a ser resolvidas. Ainda este sábado, o EduQA deverá informar as escolas sobre os casos que continuam pendentes e que necessitam de informação adicional por parte dos estabelecimentos de ensino para serem definitivamente esclarecidos.
O ministério explicou também a origem dos problemas. Segundo o comunicado, durante o processo de classificação surgiram situações que exigiram uma análise complementar para garantir o rigor da avaliação, incluindo provas enviadas fora de prazo, falta de indicação da versão realizada pelo aluno, folhas de continuação em falta ou sem identificação adequada. A opção pela menção "suspenso" pretendeu evitar a divulgação de classificações que pudessem conter erros e prejudicar os estudantes.
Ao mesmo tempo, o Governo procurou transmitir uma mensagem de normalidade quanto aos próximos passos. A inscrição na segunda fase dos exames nacionais mantém-se a decorrer online, com prazo até segunda-feira, e os alunos que peçam a reapreciação das provas poderão utilizá-la na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, como previsto.
Outra das novidades anunciadas foi a disponibilização da versão final da plataforma que permite consultar as provas em formato PDF, acompanhadas da classificação item a item. As escolas receberam instruções para enviar essa documentação aos alunos e encarregados de educação, numa medida que o Ministério diz reforçar a transparência do processo de avaliação.
O comunicado ficou também marcado pelo pedido de desculpas do Ministério pelos atrasos e constrangimentos registados nos últimos dias. O Ministério agradeceu ainda o trabalho desenvolvido por professores, técnicos e diretores escolares durante um processo que, pela primeira vez, recorreu à correção digital dos exames nacionais.
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