Decisão está tomada. Guardiola diz 'não' a Itália

A decisão está, finalmente, tomada. De acordo com informações adiantadas, esta sexta-feira, pelo jornal italiano Gazzetta dello Sport, Pep Guardiola terá ligado, nas últimas horas, aos 'homens fortes' da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Paolo Maldini e Leonardo, para comunicar a 'nega' ao convite para assumir o leme da seleção nacional.

"Obrigado, sinto-me honrado, mas, neste momento, não estou interessado". São estas as palavras atribuídas ao catalão, que, recorde-se, é, neste momento, um treinador livre, depois de ter colocado um ponto final na estadia no Manchester City, que durava já desde 2016, para abraçar o cargo de embaixador do City Football Group.

Aos 55 anos de idade, e depois de tantas temporadas ao mais alto nível (não só no Etihad Stadium, como também no Barcelona e no Bayern Munique), o ex-jogador entende que chegou a altura de colocar uma pausa no plano profissional para se dedicar ao pessoal, mais concretamente, para dedicar-se à família.

"Se o fizer, será a 100%", terá sublinhado Pep Guardiola, quando, a certo ponto, se chegou a debater a possibilidade de delegar grande parte do trabalho diário noutros elementos da sua equipa técnica, no âmbito de um projeto de longo prazo, cujo plano seria que se prolongasse durante oito a dez anos.

Ser selecionador de Itália em regime de 'part-time' nunca passou pela cabeça do timoneiro natural de Santpedor, pelo que, pese embora a admiração que nutre, particularmente, por Paolo Maldini, seu amigo de longa data e atual diretor técnico do organismo, a resposta final foi mesmo um rotundo 'não'.

Este desenvolvimento surge, de resto, cerca de 24 horas depois de esta mesma publicação ter noticiado que Pep Guardiola ter feito saber que pretendia auferir um ordenado na ordem dos 20 milhões de euros por ano, isto é, sensivelmente o dobro daquilo que a FIGC estava disposta a oferecer-lhe.

Itália passa para o 'plano B'

Pep Guardiola era o alvo predileto de Itália para fazer face à demissão de Gennaro Gattuso, que não evitou o fracasso no apuramento para (mais um) Campeonato do Mundo, mas, gorada que está esta hipótese, a FIGC vira, agora, todas as atenções para o 'plano B', que dá pelo nome de Andrea Pirlo.

Ao contrário do que acontecia com o espanhol, o transalpino está empregado, tendo assumido o comando técnico do Dubai United FC, dos Emirados Árabes Unidos, há, sensivelmente, um ano, depois de passagens pouco felizes pelos bancos de suplentes de Juventus, Karagumruk e, mais recentemente, Sampdoria.

O calendário é 'apertado', mas objetivo passa por dar este dossiê por encerrado a tempo daquela que será a primeira pausa para compromissos internacionais da nova temporada desportiva de 2026/27, dentro de perto de dois meses, na qual terá início a nova campanha da Liga das Nações.

Itália está inserida no Grupo A1, e tem encontros agendados com Bélgica (às 19h45, hora de Portugal Continental, de 25 de setembro, no Estádio Olímpico de Roma) e Turquia (à mesma hora do dia 28 do mesmo mês, no Yeni Ankara 19 Mayis Stadyum).

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