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O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) da China divulgou, hoje, que o país ultrapassou uma marca simbólica na corrida global pela inteligência artificial: desenvolveu mais de 400 modelos completos de robôs humanoides, número que representa mais da metade do total existente no mundo. Os dados são resultado de um balanço sobre o avanço da indústria chinesa de alta tecnologia.
Segundo o ministério, o crescimento também se estende aos robôs quadrúpedes (semelhantes aos chamados cães-robôs), que já respondem por quase 70% das vendas mundiais. Os números reforçam a estratégia de Pequim de transformar a robótica inteligente em um dos principais motores da economia chinesa.
O avanço da robótica vem acompanhado da rápida expansão da inteligência artificial no setor produtivo. De acordo com o MIIT, mais de 30% das grandes empresas chinesas já utilizam tecnologias de IA em suas operações, enquanto modelos de código aberto desenvolvidos no país ultrapassaram a marca de 10 bilhões de downloads em todo o mundo.
A infraestrutura digital também continua em ritmo acelerado. Até o fim de junho, a China contabilizava mais de 5,1 milhões de estações-base de 5G e quase 33 milhões de portas de fibra óptica de alta velocidade (10G-PON), enquanto acelera a implantação das redes 5G-Advanced e inicia os testes para a futura tecnologia 6G.
A aposta na conectividade tem impulsionado uma nova geração de produtos inteligentes voltados ao consumidor, entre eles celulares, notebooks, óculos, brinquedos e robôs equipados com inteligência artificial.
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Segundo o ministério, a abertura do setor de telecomunicações ao capital estrangeiro também avançou. O país já reúne 3.219 empresas de telecomunicações com investimento internacional, alta de 23,9% em relação ao ano passado.
Os dados fazem parte do balanço econômico do primeiro semestre divulgado pelo governo chinês. No período, a produção das grandes indústrias cresceu 5,4% na comparação anual e a margem de lucro operacional alcançou 5,66% entre janeiro e maio, impulsionada, segundo o governo, pela demanda global por soluções de inteligência artificial e por tecnologias de baixo carbono.
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