China diz já concentrar mais da metade dos robôs humanoides do mundo

Espectadores observam robôs humanoides demonstrarem suas habilidades na Conferência Mundial de Inteligência Artificial de 2026, em Xangai, China, em 20 de julho de 2026.
Espectadores observam robôs humanoides demonstrarem suas habilidades na Conferência Mundial de Inteligência Artificial de 2026, em Xangai, China, em 20 de julho de 2026.  (Costfoto/NurPhoto/Getty Images)

Continua após publicidade

O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) da China divulgou, hoje, que o país ultrapassou uma marca simbólica na corrida global pela inteligência artificial: desenvolveu mais de 400 modelos completos de robôs humanoides, número que representa mais da metade do total existente no mundo. Os dados são resultado de um balanço sobre o avanço da indústria chinesa de alta tecnologia.

Segundo o ministério, o crescimento também se estende aos robôs quadrúpedes (semelhantes aos chamados cães-robôs), que já respondem por quase 70% das vendas mundiais. Os números reforçam a estratégia de Pequim de transformar a robótica inteligente em um dos principais motores da economia chinesa.

O avanço da robótica vem acompanhado da rápida expansão da inteligência artificial no setor produtivo. De acordo com o MIIT, mais de 30% das grandes empresas chinesas já utilizam tecnologias de IA em suas operações, enquanto modelos de código aberto desenvolvidos no país ultrapassaram a marca de 10 bilhões de downloads em todo o mundo.

A infraestrutura digital também continua em ritmo acelerado. Até o fim de junho, a China contabilizava mais de 5,1 milhões de estações-base de 5G e quase 33 milhões de portas de fibra óptica de alta velocidade (10G-PON), enquanto acelera a implantação das redes 5G-Advanced e inicia os testes para a futura tecnologia 6G.

A aposta na conectividade tem impulsionado uma nova geração de produtos inteligentes voltados ao consumidor, entre eles celulares, notebooks, óculos, brinquedos e robôs equipados com inteligência artificial.

Continua após a publicidade

Segundo o ministério, a abertura do setor de telecomunicações ao capital estrangeiro também avançou. O país já reúne 3.219 empresas de telecomunicações com investimento internacional, alta de 23,9% em relação ao ano passado.

Os dados fazem parte do balanço econômico do primeiro semestre divulgado pelo governo chinês. No período, a produção das grandes indústrias cresceu 5,4% na comparação anual e a margem de lucro operacional alcançou 5,66% entre janeiro e maio, impulsionada, segundo o governo, pela demanda global por soluções de inteligência artificial e por tecnologias de baixo carbono.

https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/07/videocachorro.mp4

Publicidade